quinta-feira, 16 de maio de 2019

Capturas a Bom Ritmo

“Spinning”
Boas pessoal!
O tempo quente esteve presente nos últimos dias, dias esses que já convidaram a umas idas à praia e agora que os frios foram embora já começam a aparecer mais pescadores um pouco por todo lado, alguns pescadores que hibernaram na força do Inverno estão de volta e por vezes é complicado encontrar um sítio para pescar descansado, digo isso porque muitos desses pescadores não sabem comporta-se no terreno, ou não sabem ou não querem saber…


Esta tem sido uma Primavera produtiva para mim, pois nas últimas investidas que tenho feito aos Robalos tenho safado a pesca nem que seja apenas com um bonito peixe.
Então com o mar a dar uma quebra de um dia apenas resolvi atacar novamente, estavam reunidas as condições e a água revelava cores que indicavam uma boa pesca, se eles iam colaborar ou não, só mesmo experimentando para saber.
As escolhas que faço em busca dos melhores spots por vezes começam um ou dois dias antes da jornada, pois o spot que estava bom há 15 dias hoje pode já não estar ou vice-versa.


Nesta jornada a minha escolha foi para um spot (laredo) de entrilhados de pedra que garantem a segurança da vida marinha e presas de que o Robalo se alimenta, por essa razão este é um bom local para pescar nesta altura do ano, pois estas presas que o Robalo procura normalmente não saem muito para além da periferia destes esconderijos de rocha.

A água naquele local normalmente tem boa oxigenação, fiz um estudo muito apurado do pesqueiro durante o dia que se mostrou quente e ao final da tarde quando me equipei para atacar achei a temperatura tão acima do que estou habituado na pesca que desta vez até troquei o Wader pelo fato de neoprene. Um pormenor que não me agradou nada foi a existência de algas em suspensão, o que se veio a confirmar mais tarde com alguns lançamentos sem efeito devido às algas que se agarravam à linha.


“ Bom mas vamos lá embora que há muita pedra pa partir esta noite” pensei eu em voz alta no início da jornada. Comecei a pescar no aceio da tarde e rapidamente se fez noite, com o mapa do pesqueiro gravado na minha memória insisti nas zonas que mais me pareciam propícias a aparecer um peixe comprido. Já tinha à vontade 1h de pesca quando fui surpreendido por o tal ataque surpresa típico de um Robalo, ferragem feita e cana ao alto, neste dia pesquei com a Cautiva 3.30 da Cinnetic, uma cana já descatalogada mas de que eu gosto muito e que não perdoa na hora de ferrar peixe. 

Com um bonito Robalo acima dos 2kg encalhado nas pedras tirei-lhe a amostra e guardei-o na saca junto ao ceirão, já estava satisfeito com aquela captura e mesmo que não apanhasse mais nada estava tranquilo.
Passado algum tempo tive um pequeno toque que pareceu-me típico de uma baila, talvez fosse não sei e alguns lançamentos depois sinto a amostra prender numa pedra, mas era daquelas pedras que se movem 😊 e começou aquela luta de que nós spinners tanto gostamos, cana bem dobrada e peixe a pedir linha, ainda lhe dei o beneficio da duvida e abri um pouco o drag, pois nunca se sabe qual o tamanho do bicho que está na ponta da linha e quando assim é mais vale jogar pelo seguro, depois de duas investidas por parte do peixe pensei que não fosse necessário ceder linha e comecei a recuperação daquele teimoso que insistia em nadar na lateral e isso a mim não me agradava nada porque tinha pedras molhadas e escorregadias para passar, lá consegui fazer com que o velhaco mudasse de rumo e viesse na minha direcção, aqui a contar parece rápido mas no momento cada segundo que passava parecia um minuto e cada minuto uma eternidade, no final tudo acabou bem para mim e este também encalhou nas pedras onde foi só meter-lhe o grip e puxá-lo para uma zona onde o mar não já lhe pegasse, dei por mim a rir quando acendi a luz para ver bem o peixe, se alguma vez eu estava à espera de apanhar um peixe destes (acima dos 4kg) nesta altura do ano… Ainda voltei à luta mas não apareceu mais nenhum e feliz da vida subi aquele laredo um pouco mais pesado mas sorridente 😊

Para acabar em beleza só faltava mesmo ter apanhado uma sereia loira de olhos azuis, mas assim sendo fica para a próxima  😉


Isto do spinning aqui no Sul um gajo não se pode habituar mal, pois o normal aqui é zero, um já é bom, dois é muito bom, três é excelente e quatro para cima se por acaso acontecer é a melhor pesca do ano ou da década…


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Cautiva 3,30m
Carreto:  Cinnetic Cautiva Devil 4500
Linhas: multi  RAYBRAID 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial: Crafty Minnow 150F (cor: nº3 White chartreause)

PS: Esta é uma amostra que já leva um bom palmarés de capturas ( White chartreause) sempre que o pesqueiro é propicio e o mar tem condições ela vai à água e volta e meia faz estragos.



Mas uma jornada de pesca para mim só acaba depois de forrar o estômago e nesta noite uma fatia de lasanha aquecida sabe sempre melhor do que fria, um gajo tem de comer alguma coisa 😋


Desta vez não foi preciso procurar muito para encontrar lixo, mesmo ali onde parei a carrinha fiz esta apanha, algumas garrafas de plástico estavam tão ressequidas e queimadas do sol que até de desfaziam, sabe-se lá ao tempo que estavam ali. Nos últimos anos tenho feito umas apanhas de lixo já bastante deteriorado do sol no cimo das falésias por onde passo ou onde paro a carrinha e tenho notado que até se vão mantendo mais ou menos limpas, fico feliz por isso, afinal de contas o trabalho não é em vão, das duas uma, ou as mentalidades estão mudando aos poucos ou quem fazia este tipo de lixo já não vai ao mar por várias razões, uns porque já estão velhos e outros porque já foram desta para melhor e como eu costumo dizer gente dessa faz por cá tanta falta como a fome…

Por hoje é tudo pessoal, curtam o mar e façam uma pesca consciente em todos os aspectos.
Saúde e força aí.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Spinningboard

“Spinning”
Boas pessoal!
Já havia bastante tempo que tinha vontade de fazer uma investida de spinning em modo (spinningboard) mas as condições para este tipo de pesca têm de ser muito próprias, gosto das águas baças e o mar quase de rojo para garantir o máximo de estabilidade em cima da prancha…
Escolhida a zona de ataque e já no terreno fiz um estudo muito apurado do pesqueiro a partir do cimo da falésia, pensei em atacar ao redor de umas pedras que tinha marcado lá de cima pois aquilo pareceu-me ter bom aspecto e podia ser que esfolasse por ali algum robalote, se por acaso não sentisse nada nesse local podia ainda alargar a zona de ataque para os lados.


Assim que cheguei lá a baixo meti-me na água e fui direito à zona que me pareceu ser boa em redor de umas pedras, alguns lançamentos e amostra presa, (já o burro nãã vai direito) pensei eu em voz alta, uma coisa boa de pescar assim é que raramente perco amostras, pois se ficarem presas vou lá busca-las. Recuperei a amostra mas o terminal ficou roído e nadei até à pedra mais próxima onde em cima desta rapidamente fiz um novo terminal e voltei para a água, uns metros mais à frente havia uma zona que fazia um bonito rebojo e logo meti lá a mesma amostra que me parecia ideal para aquelas condições, acho que ainda não tinha esticado bem a linha e já tinha um robalote kileiro lá cravado 😤 que cena fixe apanhar peixe assim sentado em cima de uma prancha de bodyboard, desloquei-me para trás da pedra para desferrar o robalote e prendê-lo no enfião sem fazer muito alarido não fosse assustar algum outro que andasse por lá. 

Voltei ao mesmo sítio e faço tudo igual, com cerca de uns dez lançamentos talvez e a pensar já em mudar para outro local porque aquele peixe seria filho único levo uma bela mocada e até me desequilibrei no momento de fazer a ferragem 😊 por pouco não caí ao mar hahahhaha, este era maior e depois de o trazer até mim com calma desferrei-o e enfião com ele, bom a coisa até nem ia mal, pois em meia horita já tinha curtido ali dois peixinhos porreiros.

Agora sim com mais alguns lançamentos no mesmo sítio e sem sentir nada arranquei para outra zona onde também nada senti, depois andei por lá a explorar uns cantinhos que me pareciam propícios mas nada de actividade, entretanto já tinha passado algum tempo e decidi regressar, ao passar pela zona onde tinha apanhado os peixes resolvi parar e fazer mais meia dúzia de lançamentos, mas desta vez estava do lado oposto da zona quente e com um artificial passeante, joguei três vezes e toma, lá estava mais um a cabecear na ponta da linha, Robalo bonito e energético que me deu uma prazeria do caraças 😊

Peixe no enfião, faço mais alguns lançamentos e toma, peixe na ponta da linha novamente, este foi sol de pouca dura pois soltou-se a meio da recuperação, penso que fosse um kiliero e passado cerca de meia horinha dei por terminada esta jornada e fui para cima, o bichinho no estômago também já dizia que estava na hora.


Neste tipo de pesca prefiro usar a Crafty Sea bass 2,70m light game da Cinnetic, sendo uma cana pequena manobra-se melhor e acho-a mais indicada para trabalhar os passeantes, também reduzo ao máximo o material e levo para baixo apenas o essencial porque normalmente escondo o ceirão num buraco no meio das pedras e por vezes só volto passado umas horinhas, evitando por isso deixar coisas de valor no ceirão e assim posso vaguear mais à vontade, pois nunca sei se vou ficar ali pertinho ou se vou para longe, a vontade de explorar e avançar mais uns metros neste tipo de pesca para fazer dois ou três lançamentos é difícil de controlar 😊

Tem sido uma Primavera positiva para mim, tenho feito umas pescas engraçadas e desta vez até consegui contornar o tão afamado cardume de um e lá vieram três 😊
De salientar que esta foi uma jornada que quase não acontecia, pois andei reticente para abalar para a pesca, mas lá está, eles não vêm ter a casa, eu pelo menos eu em casa nunca apanhei nada, só bebedeiras assim sem querer 😂


Já lá em cima tive à conversa um bom bocado com um típico pescador/mariscador que passava na sua velhinha e fiel casal 5 e parou para meter conversa comigo, um homem da terra dono de um saber e de memórias que até me fez pensar que afinal de contas não percebo nada disto, era um sujeito bem-falante e porreiro, gosto de conversar com malta assim e chego á conclusão de que muitas histórias ficarão por contar e permanecem apenas guardadas na memória destes velhos pescadores que toda uma vida frequentaram estes pesqueiros de que eu tanto gosto, às vezes dou por mim a pensar como seria isto há uns 30/40 anos atrás, deviam aparecer por aqui uns Robalões do catano…


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea bass 2,70m light game
Carreto:  Cinnetic Cautiva Devil 4500
Linhas: multi  RAYBRAID 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial: Jerkbaits & Passeantes


Depois daquele estrafego todo estava na hora de papar uma sopa à qual lhe juntei uma batata-doce e empurrei tudo com um copo de vinho, um gajo tem de comer alguma coisa 😋


No dia antes deste numa outra zona em que o mar ainda tinha um toque, tive a fazer uns lançamentos e cravei apenas esta baila que foi o meu jantar, a fomeca era tanta e já quase sem luz solar foi tudo feito muito à pressa que nem me lembrei de registar o momento 😐


A apanha do lixo já faz parte do ritual nestas minhas idas à pesca.


Joaninha


Buraco


Nesta altura do ano quando vou para estes lados e tenho oportunidade apanho sempre uns burriés para beber umas cervejinhas, um gajo tem de comer alguma coisa 😉

Pessoal por hoje é tudo, usem o mar mas não abusem dele.
Saúde e força aí…

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Debaixo de uma pedra sai um Lagarto

“Spinning”
Boas pessoal!
Um dia destes tive que tratar de umas coisas minhas e como ia fazer uns bons kms pensei: “epá já que vou para aqueles lados vou levar o material de spinning e aproveito fico por lá uma noite tranquila e ainda faço uns lançamentos para apaziguar um pouco este vício que é a pesca com artificiais ” e assim foi…


Depois de resolver tudo rumei à única zona onde seria possível fazer uns lançamentos, o mar estava esticado e o vento era nulo, aos poucos o dia deu lugar à magia da noite e era hora de apalpar o terreno, se querem que vos diga a minha única esperança nesta jornada era apanhar algum peixe kileiro ou algum sem medida para devolver, já que o objectivo desta jornada era mesmo para relaxar e matar o vício. 


Apesar de durante o dia ter estado calor, à medida que o sol baixava a temperatura baixava com ele e à sombra até estava fresco. Montei a cana, equipei-me e comecei a pescar ao final do dia, sempre relaxado e com o único objectivo de curtir uma jornada de spinning. Ainda no luz fusco ferrei um robalete que não sei se tinha medida se não mas libertei-o de imediato, libertar um peixe pequeno “robalo” dá-me bastante prazer e é quase tão gratificante como pescar um peixe grande, eu sei que para muitos não é fácil tomar a decisão de libertar um robalote de 500/700g, mas experimentem pelo menos uma vez e vão ver que é uma boa sensação, um bom pescador não é aquele que leva uma grande quantidade de peixe sem qualidade para casa e é com estes pequenos gestos que muitos pescadores acabam por trocar o típico baldinho de guardar o peixe por uma saca ou ceirão.


Continuei a minha pesca a lançar aqui e ali, volta e meia trocava de amostra, é fácil trocar de amostras, difícil é adivinhar qual é que eles querem nesse dia, cheguei a uma zona de pedras e tive de ser mais cauteloso para evitar perder material, havia uma pedra de tamanho considerável e resolvi fazer um lançamento de cada lado da mesma, quando passei a pedra e já do lado de lá fiz um lançamento assim meio zarolho e quase acertava no raio da pedra, a certa altura enquanto recuperava muito tranquilamente… tum tum tum e quando dei por mim já estava a Crafty Sea Bass CRB4 dobrada, levei alguns segundos para perceber o que se estava a passar, pois nunca pensei de já nesta altura do ano cravar um peixe poderoso e energético como este por estas bandas, até parecia que estava escondido debaixo da pedra.

Durante a luta e recuperação ganhei confiança porque felizmente o velhaco afastou-se da pedra que era o meu maior receio, entre investidas e cabeçadas acabou por dar em seco e acreditem que foi um prazer do caraças apanhar este Robalo, pois não estava mesmo nada à espera, é caso para dizer que por vezes: (Debaixo de uma pedra sai um lagarto) 😅


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea Bass CRB4 3m
Carreto:  Cinnetic Cautiva Devil 4500
Linhas: multi  RAYBRAID 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial: Crafty Minnow 150F (cor nº6, bloody minnow)


Quando olho para o presente, passado e futuro chego à conclusão de que não há dois dias de pesca iguais, por vezes até alguns dos pesqueiros mudam e passam-se anos e anos até voltarem a ficar parecidos ao que já foram um dia.
Mas pior que isso é mesmo a transformação que tenho assistido na última década em algumas zonas que me são queridas. Vivemos dias de evolução e modernização, duas realidades que caminham de mãos dadas a alta velocidade, na minha opinião conservadora são duas realidades excessivas que roubam o lado bom de uma vida simples que se transformou num circo que vive de aparências, enfim, como se costuma dizer; cá estarei para ver como tudo isto vai acabar, ou não…


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Gosto de levar sempre uma garrafinha de vinho, uma vez contaram-me uma história de um gajo que morreu embaçado com uma côdea de pão e não quero que me aconteça o mesmo, ainda por mais um gajo tem de comer alguma coisa 😉

Pessoal por hoje é tudo, portem-se bem, não deixem lixo nos pesqueiros, libertem os pequenotes e não se esqueçam que debaixo de uma pedra pode sempre sair um lagarto 😉
Saúde e força aí…

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Abril Sargos Mil

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Nas últimas semanas algumas praias da Costa Sul foram presenteadas por boas ondulações que têm proporcionado algumas jornadas de pesca àqueles que andam mais atentos.


Esta jornada bem recente começou logo pela manhã bem cedo para aproveitar a ondulação que estava, uma manhã negra a prometer chuva, ou seja; um dia lindo e quase perfeito se não fosse mais uma vez o vento forte que se fazia sentir acompanhado de rajadas.


Quando cheguei à praia já lá se encontrava um pescador com três canas e pelo que percebi não dava conta delas, não pela actividade do peixe mas sim porque o vento dificultava a tarefa e o mar ainda com força por baixo enrolava os estralhos, na minha opinião mais canas não significa mais peixe, muitas vezes só atrapalha, servem sim para manter o pescador mais ocupado em momentos de pouca actividade e que seriam uma seca, passei por ele cumprimentei-o e respondeu-me quase por obrigação, para a próxima não te digo nada pensei eu cá para mim, reparei que o gajo tinha uma caixa cheia de chumbadas de todas as cores que aquilo mais parecia o estojo de canetas de feltro de um miúdo da escola primária (Claro que cada um pesca como gosta e com o material que gosta, no entanto acho piada certas manias modernas que o pessoal adopta para tentar apanhar mais peixe)


Bom, mas como eu gosto de pescar é sozinho afastei-me um bocado para o lado esquerdo da praia e montei as minhas duas canitas nas calmas ao mesmo tempo que tentava ignorar o vento que me gritava aos ouvidos que não ia ter um dia nada fácil, mas isso já eu sabia, pois tinha visto nas previsões que ia ter vento o dia todo. A maré estava quase cheia quando comecei a pescar e não havia sinal de peixe, nem a tal roama que costuma triturar as iscas andava por lá, as iscas iam e vinham perfeitas.

O primeiro sargo e para meu espanto saiu já com quase meia vazante, quando vou à outra cana tinha lá outro e a partir daí em uma média de cada dois lançamentos lá vinha um, era tudo Sargos bons o que me deixou muito satisfeito, pois antes disso já antevia uma pesca fraca.

Os lançamentos tinham de ser longos para tentar chegar o mais fora possível, o que não era tarefa fácil devido ao vento, no entanto a cada lançamento que fazia esforçava-me ao máximo que conseguia para tentar meter a pesca por detrás da rebentação, ter boas linhas nos carretos em dias destes é fundamental e a SkyLine é uma dessas linhas, neste dia fez toda a diferença.

Assim como apareceram também desapareceram, como ainda tinha algum isco para gastar fui ficando a ver se pingava mais algum dos bons, mas não; já no final saíram dois pequenotes que apesar de terem medida legal foram devolvidos, pois já tinha uma pesca bonita e aqueles dois só iam desfigurar a pesca que já estava feita, os pequenos de hoje são os grandes de amanhã, mas entre as redes do profissionais e pescadores lúdicos inconscientes, têm de ter muita sorte para poderem chegar a um bom tamanho.


No final o resultado foi este, uma caixa bem composta de bons Sargos entre as 600/800g e o maior com 1kg


Material utilizado
Canas:  Cinnetic
Carretos:  Cinnetic
Linhas:  SkyLine 0,18 nos carretos, chicotes Cinnetic e MIMETIC 0,31 nos estralhos
Anzois:  Hayabusa


Um saco de lixo e a luta continua.


Mais uma ida à maré aqui na Ria Formosa, estas já são de outra raça 😉


Lá tive que papar um logo ao jantar 😋 um gajo tem de comer alguma coisa 😉


Quando cheguei a casa já elas estavam à minha espera, parece que adivinham, tomara muitos cães de caça terem o olfacto destes bichos.

Palpita-me que o inverno se está despedir aqui no Sul, pelo menos as previsões para os próximos dias assim o indicam, mais cedo ou mais tarde era inevitável.

Pessoal por hoje é tudo, saúde e força aí… 

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Ovinhos da Páscoa

 “Surfcasting”
Boas pessoal!
Estando na época da Páscoa, altura do ano em que não me entusiasma nada ir à pesca, pois são as duas semanas que mais se parecem com o mês de Agosto aqui no Algarve, é gente por todo lado e como muitos de vós já devem ter percebido não gosto de confusão… 


No entanto com a primeira semana da Páscoa a fazer uns dias lindos de chuva e vento aproveitei e arrisquei fazer uma jornada de surfcasting, com a confusão que se fazia sentir devido à falta de combustível e sem se saber ainda bem no que aquilo ia dar, pensei que houvesse pouca gente a deambular por aí. Levam o tempo todo a reclamar do preço dos combustíveis e naqueles dias que não havia gota e podiam aproveitar para poupar uns trocos foi o caos total.
Eu quero lá saber que não haja combustível, eu ficava preocupado era se não houvesse vinho hahahha…


Esta jornada começou com algum vento que foi diminuindo de intensidade ao longo da manhã, houve momentos de algumas pancadas de chuva mas com abertas pelo meio, no final ainda apareceu o sol que espreitou por entre as nuvens e nada de pescadores, mesmo como eu gosto. 


Os Sargos foram os protagonistas desta jornada, não foram muitos mas estavam bonitos e cheinhos tal como os ovinhos da Páscoa, neste dia apesar de haver alguma roama= (peixe miúdo) até se pescava bem e só devolvi uma bailinha.


Fui ali dar uma porradinha e trouxe os ovinhos da Páscoa.


Material utilizado
Canas:  Cinnetic
Carretos:  Cinnetic
Linhas:  SkyLine 0,18 nos carretos, chicotes Cinnetic e MIMETIC 0,31 nos estralhos
Anzois:  Hayabusa


Para mim a Páscoa sem folar não é Páscoa e folar sem ovo não é a mesma coisa, logo não podia fazer uma pesca nesta altura do ano sem levar o bendito folar com ovo, um gajo tem de comer alguma coisa.


Hahahahaha… Já sei o que vocês estão a pensar 😃 nada disso, estas foram oferecidas… Um gajo tem de comer alguma coisa 😋


Neste dia como havia favas e tinha também aqui algum isco para gastar apanhado por mim e como isco com favas não combina lá muito bem fui ali ao quintal apanhar alguma coisa que desse para fritar e comer com as favas empurradas por um copo de vinho, neste spot já era de esperar que o peixe fosse pequeno, retive-o todo dentro de um saco de rede até ao final da pesca e em oito capturas aproveitei apenas quatro para as sopas, um gajo tem de comer alguma coisa 😉


Um dia destes com boas marés resolvi dobrar as costas numa regueira que eu conheço bem aqui na Ria Formosa e andei por lá um par de horas entretido, neste dia dediquei-me às ameijoinhas…  Ir à maré apanhar um mariscote sempre dá para limpar a cabeça com o ar da ria e sujar os pés com o lodo 😊


Pessoal por hoje é tudo.
Saúde e força aí.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Coelhinho da Páscoa

“Spinning”
Boas pessoal!
O mar um dia destes deu uma quebra e eu não queria desperdiçá-la, a porra é que coincidia com o fim-de-semana que são os dias que metem mais gente na pesca, uma vez que grande parte dos pescadores andam em sangue para apanhar douradas lembrei-me que todos os bons cantinhos de areia deveriam estar ocupados neste dia por pescadores de surfcasting, como não sou adepto de pescar às douradas nesta altura do ano resolvi debruçar-me sobre o spinning e pensar em algum spot que desse para lançar umas amostras tranquilo sem ninguém me chatear.


Decidi então ir espreitar uma zona que ainda não tinha pescado lá esta temporada, zona de laredos e muita pedra, logo não frequentada por pescadores de surfcasting, quando cheguei estive ali uns minutos a olhar para as condições do pesqueiro e não gostei do que os meus olhos viam, pensei então que o melhor seria não me acomodar a este spot e procurar um que apresentasse melhores condições. Andei umas centenas de metros e lá estava o pesqueiro seguinte, este sim; fazia uma pequena coroa de areia por fora e tinha feição de entrar ali algum peixe comprido.


A beleza incomparável destes pesqueiros.

Desci o laredo ao final do dia auxiliado por alguns cabos já instalados por mariscadores que frequentam a zona, montei a cana e andei por ali a “pentear” o mar com várias amostras a ver se dava com algum Robalo jeitoso, só pensava na coroa que tinha visto lá de cima e no bom aspecto que o spot tinha para entrar ali pelo menos um peixe que fosse.
Os minutos passaram e as horas também, chegou a uma certa altura que prometi fazer apenas mais meia dúzia de lançamentos e parar a pesca.
 Assim foi, mas a jornada não acabava ali, pois tinha em mente que por volta das 2h da manhã iria tentar a sorte novamente.


Cheguei à carrinha e fui tratar do reforço, umas lulas recheadas que aqueci e fizeram companhia a um pão mole com três dias que tinha “práli” um gajo tem de comer alguma coisa 😋


Como gosto de ser pontual às 2h da manhã lá foi o desgraçado (eu) novamente laredo abaixo a ver se entretanto tinha encostado por ali algum Robalo. Começou o ritual do joga e puxa, joga e puxa; não havia sinal de peixe mas estava a gostar, o mar trabalhava a jeito e estava a pescar bem apesar de algum limo que volta e meia se agarrava à amostra, sentia-me bem e até parecia que o ar da maresia me entrava pelas narinas e percorria-me o corpo da cabeça aos pés, há muito que não sentia esta sensação que só nós pescadores sabemos o que é…

Deviam ser para aí umas 4h da manhã e a maré já devia estar quase vazia, a certa altura pensava eu em sei lá o quê, quando sou surpreendido por aquele violento porradão que quase me arrancava a cana das mãos, instintivamente fiz uma ferragem forte e firme, desde o primeiro instante percebi que tinha lá um belo peixe comprido, era um peixe já pesadote e forte, o velhaco estava bruto mas fiz questão de lhe mostrar que quem mandava hoje era eu, sentia-me bem e até me estava nas tintas se perdesse este peixe, ele ainda me pediu linha mas eu não lha dei, a linha é minha e não te a dou pensei eu, a Crafty Sea Bass CRB4 sempre dobrada portou-se à altura e aos poucos fui recuperando este Robalo que depois de algum tempo acabou por se render e veio rastejar até aos meus pés, já encalhado entre pedras meti-lhe o grip, levantei-o no ar e pensei em voz alta; eu sabia que isto hoje ia acabar assim (hahahahahah mentira; não sabia nada hahhahaha) só que estava tão relaxado neste dia que acho que sair dali com um bom peixe seria normal, como se saísse dali com um chibo também seria normal, deve ter sido do vinho hahhahahaha…

Por vezes a chave para o sucesso destas jornadas de pesca está na paciência e insistência que aliadas às boas condições do pesqueiro terminam com excelentes capturas, como foi o caso neste dia.

Agora já na Primavera é que estou a conseguir apanhar uns bons peixes, das três uma; ou estou com sorte, ou estou a ser recompensado por tanta dedicação ou então eles andem mesmo aí…


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea Bass CRB4 3m   
Carreto:  Cinnetic Cautiva Devil4500
Linhas: multi  RAYBRAID 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial: Crafty Minnow 150F (cor: Amber coral)

P.S. (Amber coral) mais uma cor da linha Crafty 150F que me inspirou bastante desde o primeiro instante em que a vi, infelizmente não a tenho metido tantas vezes como gostaria porque as oportunidades também têm sido poucas.


A seguir à perda de um grande exemplar este é o pior momento nas minhas jornadas de pesca por estas bandas, quando acordo para a realidade e tenho de voltar para casa, até dói  😐


Ainda houve tempo para retribuir à Mãe Natureza estes momentos tão bem passados, alguns minutos chegaram para fazer esta apanha.

Pessoal, por hoje é tudo, desejo uma boa Páscoa a todos aqueles que me estimam e me seguem e que perdem um pouco do vosso tempo para ler estas minhas histórias/aventuras 😉
Saúde da boa e força aí…