sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

O manjar dos Deuses...

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Há uns dias atrás o mar quebrou um pouco, mas não o suficiente para pescar onde eu queria, ainda fui lá espreitar mas depois de 20 minutos de observação verifiquei que Neptuno não queria que fosse ali a minha jornada de pesca…


Tive de fazer mais uns kms para ir espreitar outro sitio que o mar não tivesse tanta força, ao analisar as condições constatei que também ali as ondas varriam a praia mas não como no spot anterior, era o tudo ou nada; ou arriscava ali a ver se conseguia aguentar as chumbadas na rebentação ou então ia para a “piscina” da Costa sul, isto aqui é assim ou 8 ou 80…
Com voltas e mais voltas que me fizeram perder algum tempo precioso, quando cheguei ao local escolhido já o sol ia baixo e com pouco tempo para montar material tinha de estabelecer prioridades para que quando anoitecesse tivesse tudo preparado e organizado…


Sentia um nó no estômago cada vez que os meus olhos viam um set daqueles a cair na praia e só pensava (caraças como é que eu pesco hoje, como é que eu aguento uma chumbada além naquele turbilhão) comecei com um 0,18 RayLine na esperança de conseguir fixar a chumbada no sítio mas a festa estava mais animada do que eu pensava e as pescas areavam em 5 minutos o que fez com que perdesse duas montagens rapidamente. Resolvi esperar um par de horas para ver se havia mudanças no comportamento do mar e troquei a bobine do carreto para um 0,24 SkyLine…

Agora já não areava mas também não aguentava no sítio e passados 5 minutos estava quase fora de água (tá a porca ruim hoje, dizia eu falando sozinho…) Bom só havia uma alternativa para safar aquela jornada, chumbadas de garras lá para dentro e fosse o que Deus quisesse…
Aguentou-se mas a aguagem fazia muita força na linha, não gosto de pescar assim mas pelo menos estava a pescar que era o mais importante, a força do mar fazia com que os estralhos enrolassem um bocado e resolvi pescar com o MIMETIC 0,40; a partir daí pesquei sem problemas…


Certa altura vi uma cana a dar de sinal e quando lhe pego senti que tinha um peixe já bom, recupero e tinha lá um Robalote de 1,4kg o mais pequeno desta jornada e disse para mim (Olá!!! Se eles andam aí vou presenteá-los com um manjar dos Deuses que dificilmente rejeitam) uma apetitosa iscada lá para dentro e logo a seguir engato um belo matateu (Sargo 1.3kg).

 A força do mar a passar na linha era tanta que chegou a desarmar as garras e resolvi pescar só com uma cana para estar mais concentrado no que estava a fazer. Mais tarde apanhei outro Robalo bom (o do meio) e por fim tirei o maior peixe desta jornada quase a rondar os 3kg que seria o ultimo para acabar em beleza 😊

Depois de ver o caso mal parado ainda acabei por fazer uma boa pesca, se tivesse desistido à primeira tinha carregado um valente chibo, por vezes as condições estão fortes e pensamos que não há Robalos nesse dia, mas pode ser um engano e eles andarem por lá, tem de haver um meio de adaptação da nossa parte para conseguirmos pescar naquelas condições difíceis e conseguir engana-los…
Desde o início desta jornada que sabia que não ia ser uma noite nada fácil, mas comprometi-me a dar luta àquela rebentação e tentar sair vitorioso, o que acabou por acontecer e me deixou bastante satisfeito.
Na minha maneira de ver, esta não tem sido uma temporada nada fácil, o mar não dá descanso à Costa Norte e ainda mal está a acabar uma ondulação e já está outra a entrar, enfim por mais que nos custe temos de aceitar porque isto é para o bem de todos nós num futuro próximo ou longínquo.


Linhas usadas nesta jornada:
SkyLine 0,24 nos carretos
Chicotes Cinnetic
MIMETIC 0,40 nos estralhos


Com a pesca feita e arrumada na geleira era hora de compor o estômago com uma sopa dos pobres e um copo de vinho para a seguir poder descansar tranquilo e com a sensação de dever cumprido…


No dia seguinte ainda houve tempo e disposição para apanhar dois saquinhos cheios antes de vir embora…

Bom fim-de-semana a todos, pesquem com consciência e não deixem lixo no pesqueiro/praia…

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Fevereiro, um mês sargueiro...

“Chumbica”
Boas pessoal!
No mês de Fevereiro para além de dar uns bons Robalos de vez enquanto, também costuma dar uns belos sargos em determinados pesqueiros ou zonas da Costa mais propícias a esta espécie, este não é o meu tipo de pesca preferido (chumbica) e a resposta é simples, apenas porque não posso ir a todas e o (Spinning & Surfcasting) estão sempre em primeiro lugar…


Este dia de pesca não começou muito cedo, lá está; porque na noite antes foi noite de spinning e o resultado foi zero, pois é nem sempre dou com os Robalos e para que a viagem não fosse em vão decidi levar o material para brincar aos sargos no dia seguinte 😊


Uma paragem para beber um cafezito a meio da manhã e lá fui eu para o spot que tinha em mente, as falésias estavam desertas; até parecia mentira 😊 Não vi um único pescador neste dia e assim pude escolher um sitio para pescar à vontade, tive por ali um par de horas entretido com a Cross Power pulse de 6m, havia muito sargo miúdo e pouco tempo davam aos sargos maiores de chegarem perto da isca, acho que devo ter devolvido cerca de uns dez sarguetes…


Não foi um dia de muitos Sargos, pelo menos ali naquela zona onde pesquei, no final ainda consegui trazer este quatro para casa, dois bons e dois muito bons, como se costuma dizer poucos mas bons…


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Cross Power pulse 6m
Carreto:  5000
Linhas: Cinnetic- SkyLine 0,30 no carreto e 0,24 MIMETIC nos estralhos




A hora da bucha é sagrada, e na pesca sabe tão bem 😉


Um dia destes fui ali à Ria apanhar uns berbigões, um gajo tem de comer alguma coisa 😉


Um pesqueiro que até me deixou maldisposto, nem sei o que chamar a quem faz isto, “animais” está fora de questão porque os animais não fazem isto…

Saúde e força aí pessoal!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Fevereiro, outro mês Robaleiro...

“Spinning”
Boas pessoal!
O mês de Fevereiro e o Janeiro caminham de mãos dadas, não só no calendário mas também no que toca a época de Robalos, no entanto e como disse no relato anterior nem sempre o mar nos deixa pescar onde queremos ou gostamos e nos últimos dias a presença do tempo frio para além de não aliciar a uma saída de pesca ainda convida a ficar em casa.
Tinha prometido a mim mesmo que esta semana não ia à pesca e que ia ficar na ronha, no entanto depois de olhar às previsões e pensar que os próximos dias também não seriam muito melhores decidi fazer frente ao frio e programei uma jornada por aí…

Tudo começou num final de tarde e início da noite em que fiz uma pequena investida mas sem resultados, resolvi fazer uma pausa para comer alguma coisa quente para depois mais tarde fazer nova investida. Depois de ter comido uma sopa quente que me soube pela vida resolvi meter-me dentro do saco cama e levei uma garrafa de vinho para me fazer companhia 😉  O objectivo era voltar à carga por volta das 24h, mas depois de ter “varrido” meia garrafa de tinto e estar tão bem dentro do saco cama nem tinha coragem de sair dali e pensei; (vou não vou, vou não vou) e não fui mesmo (que se lixe a pesca que eu não fiz mal a ninguém para ir rapar este frio…) Na altura já estavam -2º  


Mas às 6h da manhã acordei já sem sono como se alguma coisa me dissesse para ir fazer uns lançamentos, pensei que para compensar a desistência da noite passada podia fazer o aceio da manhã e assim foi…
O frio estava de congelar o bigode, mas meti o CD mágico a tocar alto e bom som e pensei; “bom deixa-me mas é ir a eles que a vida é curta”.

O vento norte gelava-me as mãos a cada minuto que passava e ao mesmo tempo pensava “mas o que é que eu faço aqui, tão bem que estava dentro do saco cama” por sorte minha penso que foi ali ao 5º ou 6º lançamento, levei uma cacetada que quase me saltava a cana das mãos heheheheh, foi um ataque surpresa típico de Robalo ao spinning, brutal mesmo… O frio que sentia transformou-se em calor e passado cinco segundos estava a ferver, o mar estava parado e esfumaçava devido à diferença de temperatura que havia entre a água e a aragem de norte que vinha da serra, nesse momento já estava com a “Crafty” ao alto e dobrada, pouco depois avistei o peixe ainda longe a “basqueirar” ao de cimo da água, já havia claridade e estava sozinho o que deu um certo sabor a esta captura algo considerável já... Mais uma prova de que para se apanhar bons peixes tem que se sofrer e insistir bastante, pelo menos comigo tem sido sempre assim...


O spinning que pratico é como um livro de surpresas, cada dia uma nova investida cada lançamento uma nova oportunidade, cada peixe é uma nova sensação e o valor da luta com um Robalo não está no tempo que ela dura, mas sim na intensidade e sensação que a mesma transmite ao pescador e é por isso que existem momentos de pesca nesta modalidade inesquecíveis e inexplicáveis que só quem os sente é que consegue entender …


A visão que o mar me ofereceu naquele momento quase me cortava a respiração, há coisas que não se explicam, apenas se sentem…
(Na foto é um outro pescador que chegou mais tarde)


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea Bass CRB4 3m
Carreto:  Cinnetic Cautiva ll 4500
Linhas: multi  RayBraid 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial responsável pela captura: Jerkbait


A tal sopa quente que em dias frios pode fazer toda a diferença


Às 21h já estava assim


Saúde da boa e força aí pessoal, façam uma pesca consciente respeitando sempre o adversário seja ele de que tamanho for e não deixem lixo por aí…

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Janeiro, um mês Robaleiro...

“Spinning”
Boas pessoal!
Por norma o Janeiro é um mês Robaleiro, no entanto nem sempre o mar nos deixa pescar onde queremos ou gostamos.
Mas esta semana houve condições de pesca para todos os gostos e tanto virado a norte como a sul deu para se fazerem umas jornadas de pesca. Mas como não se pode ir a todas dá-se o tal quebra-cabeças, vou ao spinning ou vou ao surfcasting, vou para esta praia ou para aquele laredo, o receio de fazer a escolha errada por vezes é uma dor de cabeça.


Bom mas decidi fazer uma investida de spinning aos Robalos nos laredos norte. Cheguei à tarde e andei a espreitar aqui e ali para escolher o spot que melhor aspecto tivesse, observava eu lá de cima com os binóculos e foi quando avistei uns peixes na zona, eram três e um deles tinha um tamanho considerável…
Foi mesmo ali que fiquei, pois seria estupidez minha dar de cara com uns peixes bons e ir para outro sítio, o pesqueiro apresentava-se com todos os componentes que qualquer pescador deseja para a sua jornada de spinning, havia uma zona de encontro de águas turbulentas e isso é zona de caça de Robalos, neste dia havia muita coisa a bater certo e depois de resolver toda a “expressão numérica” o resultado só poderia ser um… “Robalo” 😊


O dia deu lugar à noite e o céu que esteve encoberto durante a tarde foi substituído pela lua e pelas estrelas, logo no início desta jornada ainda perdi uma amostra, é o preço e pagar por pescar nestes spots de muita pedra mas de que eu tanto gosto. Passado algum tempo a coisa não ia famosa e demorei até sentir o primeiro peixe que assim que tocou na amostra obteve logo resposta da minha parte com uma ferragem brusca e efectiva, estava a pescar com a Cautiva 330 e não lhe dei muita “conversa”, nem podia pois com tanta pedra à minha frente brincar ali com um peixe destes a coisa podia acabar mal, cana ao alto e carreto apertado o suficiente de maneira a não ceder a um peixe destes e só parou aos meus pés, quando dei por ele estava ao meu lado em cima das pedras “Elááá, já tás aí!!” 😊
Peixe com 3 kg guardado na saca e cerca de meia hora mais tarde levo uma pancada brutal, mas desta vez não consegui ferrar o velhaco e tive a sensação de sentir a amostra a percorrer o corpo do peixe, devia ser um barrote daqueles, talvez o grande que eu avistei naquela tarde, fiquei logo lixado com aquilo, estava capaz de comer as pedras à dentada. A partir daí já sabia o que me esperava, (a maldição dos mares) pois quando isso me acontece é para esquecer e nem mais um peixe senti até ao final daquela jornada, mas ao menos ainda trouxe um peixe bom  😉


A Crafty Minnow 150F é uma amostra que faz a diferença neste tipo de pesqueiros, porque afunda pouco e agarra bem o mar…

Material utilizado
Cana:  Cinnetic Cautiva 3,30m
Carreto:  Cinnetic Cautiva ll 4500
Linhas: multi  RayBraid 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial responsável pela captura: Crafty Minnow 150F cor: 03


Como não consigo dormir de barriga vazia lá papei umas ervilhas com ovos 😉 antes de me amalhar…


Mesmo à noite não podia deixar de dar o meu contributo àquela Costa, embora tenha subido o laredo com um sapo atravessado no garganil…
Saúde e força aí pessoal.