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quarta-feira, 10 de abril de 2019

A Voz do Vento

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Quando a meteorologia anuncia dias instáveis como foram os últimos, os pescadores que vivem na Costa Ocidental aproveitam para limpar e fazer manutenção do material, já os que vivem na Costa Sul, aqueles mais afoitos aproveitam para procurar um spot propício a sair uns peixes, nem sempre corre bem porque ele há zonas em que o mar é muito e outras em que o mar é pouco, tal como o vento anunciado que nem sempre bate certo com as previsões. Mas como em casa não se apanha nada o melhor mesmo é ter tudo preparado para arrancar a qualquer momento ou a qualquer hora do dia ou da noite.


O vento dizia-me para ir e ao mesmo tempo a chuva dizia-me para não sair de casa, como a chuva tinha ar de tímida resolvi dar ouvidos ao vento, estava um dia daqueles mesmo bom para passar a tarde a ver filmes de cowboys no youtube 😊 mas isso era opção que podia ficar para o dia seguinte que esse sim, ia estar mesmo de chuva…


Estava um dia lindo e quase perfeito se não fosse raio do vento, pois estava bastante forte e com umas rajadas fortíssimas, se repararem bem até tive de posicionar a cana a favor do vento para que não lhe pegasse tanto a modo de a fazer cair. No entanto, ele (o vento) era o responsável por esta instabilidade toda que se fazia sentir neste dia e que poderia proporcionar algumas capturas, isto é assim; não se pode ter tudo. Neste dia optei por pescar apenas com uma cana, pois a fé não era nenhuma e até me soube bem pescar assim, mais descontraído. Ainda choveu qualquer coisa mas nada de mais, por fim até apareceu o sol a dizer boa tarde.


Foi uma pesca feita em condições muito difíceis e desagradáveis derivado ao vento forte que se fez sentir ao longo de toda a jornada, foram saindo uns peixes e deu para entreter durante umas horas, o estranho neste dia é que não havia miudeza alguma, nesse aspecto foi um descanso.


Não regressei a casa de geleira cheia mas vim com a sensação de missão cumprida, ao menos não fiquei na dúvida se devia ter ido ou não e ainda trouxe uns pexecos para o almoço do dia seguinte.


Material utilizado
Canas:  Cinnetic
Carretos:  Cinnetic
Linhas:  SkyLine 0,18 nos carretos, chicotes Cinnetic e MIMETIC  0,31 nos estralhos
Anzois:  Hayabusa


Como diz o velho ditado, pássaro do mar em terra sinal de vendaval no mar, ou então cheirou-lhe a alguma coisa 😂


Nas marés boas gosto sempre de apanhar um mariscote aqui na Ria 😉


Quando sobra peixe de um dia para o outro faço uma tomatada com alho, cebola e coentros e deito a ferver por cima do peixe, espero dois ou três minutos e está pronto a dar ao dente, um gajo tem de comer alguma coisa 😋

Pessoal por hoje é tudo, divirtam-se na pesca com ou sem peixe e já sabem, nada de lixo nos pesqueiros nem nas praias…
Saúde e força aí.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Spinningboard

“Spinning”
Boas pessoal!
Desta vez a jornada de spinning foi praticada de maneira diferente. A técnica consiste em pescar sentado em cima de uma prancha de Bodyboard adaptada e aproveitar a “boleia” da corrente para minimizar o esforço e assim percorrer umas boas centenas de metros ou kms se a praia o permitir.


Apelidei este tipo de pesca como “Spinningboard”, nunca vi ninguém pescar desta forma no entanto acredito que alguém já o tenha feito. Não foi a primeira vez que o fiz, mas foi a primeira vez que tive algum resultado, as capturas podem variar entre robalos e bailas.


Não é um tipo de pesca que dê mais capturas do que qualquer outro, talvez pelo contrário, ou pode ter os seus dias não sei… A essência aqui é o contacto com o mar e pescar de maneira diferente, fazer lançamentos em direcção à praia, nas laterais e em direcção ao mar, lançar para cá e para lá da rebentação nos fundões e cabeços de areia por onde vou passando levado pela corrente que também não pode ser demasiado forte tal como o mar que não convém ter mais de 1m, o problema mesmo é agarrar o peixe e tirar-lhe o artificial para o meter num saco de rede atado à prancha sentado em cima da mesma e sempre com um olho no mar, por isso os vinis são os mais apropriados, os Jerkbaits podem dificultar esta tarefa e a coisa até pode correr mal como todos nós sabemos…


Olha aí pessoal, como se costuma dizer, faz o que eu digo e não faças o que eu faço. Apesar de eu achar este tipo de pesca simples e fácil, penso que não dever ser praticado por qualquer um, o mar que se vê quando estamos no areal não é o mesmo que se sente quando estamos na zona de rebentação, eu faço-o à vontade porque pratiquei Bodyboard intensamente durante mais de vinte anos e tenho uma visão e percepção diferente do mar, sei onde e quando as ondas vão cair ou rebentar e estou familiarizado com a força do mar. Penso que este tipo de pesca não deve ser praticado por indivíduos que nunca tenham feito Bodyboard ou surf e que não estejam em boa forma física… O apelo foi feito, depois não digam que eu não avisei 😊


Os Robalos não apareceram mas as suas primas as bailas marcaram presença, poucas mas de bom tamanho, guardei três e devolvi uma pequenita.
Resultado: foram umas horas de pesca e actividade física bem passadas e relaxantes onde me diverti a brincar com estas bailas nervosas e irrequietas como é hábito nesta espécie. Ainda apanhei uma bela chuva, mas também molhado por molhado pouco importa e que tanta falta ela faz, pelo menos aqui no sul.
Mais tarde ao final do dia ainda fiz uns lançamentos até anoitecer a pescar de terra mas não senti qualquer sinal de peixe…


O RAYBRAID da Cinnetic tem sido o multifilamento que tenho usado desde há uns bons tempos para cá, um multi fino e resistente que desliza muito bem pelos passadores e com uma durabilidade bastante boa. Já tive situações de “trilhar” esta linha nas rochas e mesmo “ferida” não se rebenta para aí assim…


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea Bass CRB4 3m   
Carreto:  Cinnetic Cautiva Devil 4500
Linhas: multi  RayBraid 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial responsável pela captura: vinil


Claro que depois daquele estrafego todo tinha de repor energias.
Batata-doce com mel e canela 😋
Um gajo tem de comer alguma coisa.


Por estas bandas também há lixo para apanhar e bastante, depois de tirar umas fotos às bailas ainda juntei ali algum lixo que estava mais perto, até um balde achei neste dia, enfim…
Pessoal por hoje é tudo, haja saúde e não deixem lixo nos locais de pesca, a Natureza agradece e eu também.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Trovoadas de Maio

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Esta jornada foi programada no sentido de gastar algum isco que seria para deitar fora se não o gastasse até ao final da temporada que se aproxima.
Cheguei ainda cedo ao spot numa tarde algo solarenga mas pouco depois e felizmente o sol rapidamente deu lugar às típicas nuvens de trovoada, condições que costumam ser normais no mês de Maio, muitas das vezes são as chamadas trovoadas secas. Têm esse nome porque normalmente não são acompanhadas de precipitação, mas podem trazer com elas alguma instabilidade ou tempo quente e abafado, por vezes são perigosas porque conseguem gerar incêndios…


Já começa a haver mais gente nas praias aqui no Algarve e isso é um perigo, vêm meter conversa com um gajo e depois no final dizem a famosa frase proibida (boa sorte ou boa pesca) o melhor é fazer-me passar por surdo para evitar diálogos que levam a tal insulto, ou então o próximo que me desejar boa sorte ou boa pesca vou acusa-lo de bruxedo…


Montei as canas nas calmas, detesto montar o material à pressa e já em cima da hora de pescar.
Foi uma jornada que pouco tem para contar e que terminou cerca das 24h com uma pesca magra (pouco peixe) onde no início saíram dois robaletes de escola primária que foram prontamente devolvidos ao seu recreio, daí em diante o peixe que saiu é o que está à vista. A jornada correu de uma forma normal, apesar de ter estado uma noite fresca mas já não são aquelas friezas do rigor do inverno, não houve vizinhos a chatearem com aquelas luzes tipo holofote, não houve perdas de exemplares consideráveis o que para mim é o mais importante para que uma jornada corra bem…


Linhas usadas nesta jornada:
  RayLine 0,18 nos carretos, chicotes Cinnetic e MIMETIC 0,40 nos estralhos


Como não tive tempo para almoçar em casa, levei umas favas à Lobo (favas com chouriço preto, batatas e um ovo escalfado) para o lanche, um gajo tem de comer alguma coisa 😋


 No dia seguinte fiz logo dois sargos para o almoço, um gajo tem de comer alguma coisa 😋


Ao final do dia encontrei um ninho de andorinha-do-mar com três crias.


Tão vulneráveis.

Pessoal queria deixar aqui um aparte para aqueles que comentam os meus relatos no facebook, se alguma vez eu não responder não é por mal, é porque ficou esquecido no meio de outros, como partilho em três ou quatro grupos por vezes perco o fio à meada 😊
Uma maneira de evitar esses esquecimentos é comentarem aqui no blogue, embora no facebook seja mais simples, façam como quiserem ou preferirem 😉
Saúde e força aí pessoal.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Debaixo de Olho

“Surfcasting”
Boas pessoal!
O Inverno infelizmente está no fim, a época das tempestades acabou e a Costa Sul voltou a ser o que sempre foi (uma piscina).
Esta foi mais uma jornada de surfcasting feita debaixo de olho, digo isto porque o mar ia descer de uma forma quase vertical a meio da noite e iria subir no dia seguinte novamente, este ano tem sido quase sempre assim e algumas jornadas têm sido feitas nos pequenos intervalos que o mar faz, então tinha ali umas horas para poder pescar e a jornada passou-se entre a 1h e até o raiar do dia.


A pesca nesta Costa é algo que me define e que me faz sentir vivo, arriscaria mesmo a dizer que é viciante…

Cheguei ao final da tarde para aproveitar a claridade e assim poder ler o mar e tentar marcar o melhor sítio para meter as canas a pescar na hora em que o mar o ia permitir, detectei várias correntes laterais naquela praia e não gostei porque pareceram-me demasiado fortes, mas o facto de ainda ser cedo naquele momento confortou-me um pouco, a carência de areia também se fazia notar em alguns pontos, mas este era um aspecto facilmente contornável porque não coincidia com as zonas que eu tinha debaixo de olho e que me agradaram à vista. Com as coordenadas gravadas no meu GPS cerebral podia agora conduzir até um local tranquilo e descansar ao som do silêncio da noite até à hora da festa.
Como não havia por ali pescadores a olhar ao spot e tinha havido uma grande mudança nos fundos não tinha necessidade de ir guardar o pesqueiro durante horas como já aconteceu em jornadas anteriores e depois tinha um plano B debaixo de olho para no caso de alguém se antecipar a mim.


À hora prometida fiz-me ao pesqueiro pela calada da noite sem fazer grande alarido e pouco tempo depois lá estava eu com as canas montadas e preparadas para atacar, na primeira meia hora o mar ainda tinha alguma força mas com o passar dos minutos pareceu-me que acalmou um pouco e lá começaram a sair uns pexecos, não houve exemplares de tamanho considerável e em lugar destes havia muita miudeza, o que não costuma ser comum em dias com estas condições, tive de me adaptar e selecionar ao máximo as capturas que ia fazendo. Foram libertados cerca de 6/8 peixes que não tinham o tamanho mínimo desejado e com alguma dificuldade lá consegui reunir alguns para trazer e dividi-los entre uma assada e uma fritada cá em casa.

Pela manhã, com a pesca feita e tudo arrumado aproveitei para dormir umas horitas no mato sem barulho, acho que é uma das coisas que mais gosto nestas idas à pesca é dormir no meio da Natureza onde os únicos sons que ouço são os dos pássaros e dos ramos das árvores a rosarem uns nos outros.
Da parte da tarde fui espreitar uns spots que ficavam ali perto e já de noite antes de voltar para casa lá tive de fazer uma última visita ao faval que eu tinha debaixo de olho, já estava nos restos e as favas já eram poucas e como não sou garganeiro apanhei apenas algumas para acompanhar com uma fritada 😉 um gajo tem de comer alguma coisa 😉

Ao longo do ano a espécie alvo vai mudando como se da fruta da época se tratasse e como tal está na altura de se apanharem umas Douradas, no entanto elas têm permanecido perto da Costa nos últimos meses e saíram algumas durante o Inverno, como eu não gosto de pescar no verão devido ao calor e à confusão para mim até é bom que as Douradas andem por cá o ano todo e assim sempre vão compondo as pescas quando os Robalos ou os Sargos faltam à chamada…


Estava eu a recuperar uma das canas e a sentir que trazia lá um peixinho, quando de um momento para o outro o peixinho parece que se transformou em peixão e deu uma arrancada que quase me saltou a cana das mãos, foi uma cena que durou cerca de dois segundos e parou de repente, por instantes fiquei assim tipo estátua a tentar perceber o que tinha acontecido e voltei a recuperar lentamente, qual foi o meu espanto quando a pesca chegou aos meus pés e deparei-me com isto (olha já não basta serem poucos e pequenos que este ainda por cima só vem metade)  😊
Certamente foi uma tintureira ou algo parecido, é normal predadores deste tipo aparecerem em certas praias nesta altura do ano.


Linhas usadas nesta jornada:  
RayLine 0,18 nos carretos, chicotes Cinnetic e SkyLine 0,40 nos estralhos


Não é necessário guardar peixe demasiado pequeno com a velha desculpa do (dá para fritar) como podem ver os sargos de dose também fazem uma boa fritada, estes acompanharam as favas hoje ao almoço 😉


E as favas acompanharam os Sargos 😉


Tive inquilinos na varanda por uns dias, apanhei duas crias de Melro no jardim e dei-lhes guarita temporária para as proteger dos gatos. A protecção que lhes dei correu melhor do que pensei no início, os progenitores deram com os eles num instante e foram incansáveis num vai vem constante durante dias a fio para trazerem alimento aos seus filhotes.
Neste caso o pai com alguma coisa no bico.


Aqui a mãe com um petisco para os filhotes.


O pai com mais uma lagarta.


Com licença estou com pressa, os meus putos estão com fome.


E no final tudo acabou bem, uma semana mais tarde quando me certifiquei de que as crias já tinham asa suficiente para evitarem os gatos soltei-os e foram à vida deles…
Saúde e força aí pessoal.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Costa Alentejana

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Havia bastante tempo que o amigo João Santana do blogue: https://litoralalentejanosurfepesca.blogspot.pt/  me convidada para ir passar uns dias a casa dele em Sines, então num certo dia à conversa naqueles muitos petiscos  que fizemos prometi-lhe que no Inverno lhe ia fazer uma visita se houvesse oportunidade, era só uma questão de o mar fazer feição em dias que ele tivesse disponibilidade…


E assim foi,  quando as previsões anunciaram uma ondulação boa e que coincidia com alguns dias de folga do João, abalei de canas e bagagem para a casa dele, se o peixe ia marcar presença não sabíamos, mas uma coisa era certa; o petisco e boa companhia iam reinar de certeza e como o João não falha nessas coisas meteu o avental logo pela manhã, foi para a cozinha e preparou comida para três dias, e que comida 😊


Logo à chegada a recepção para o almoço foi tipo isto, com boa comida e boa companhia a falar de pesca até abre o apetite 😋


Este foi um dos dias em que fomos para a faina depois de um belo almoço ajantarado, já o João tinha duas canas a pescar e ainda eu montava as minhas nas calmas, naquele momento estava mais interessado em explorar visualmente aquelas praias da Costa Alentejana que para mim eram novidade do que propriamente montar as canas para pescar, mesmo assim não pude deixar de aproveitar aquele pôr do sol fantástico e sacar umas fotos ao meu amigo, pois sei bem como é difícil e o que custa sacar boas fotos quando se pesca sozinho…


O João adivinhava alguma coisa.

 Se por um lado as praias que eu normalmente frequento parecem uma “pista de aviação” por serem tão direitas e planas, estas por aqui afundam de tal maneira que me fazem lembrar um “abismo”, até parece que se está a pescar de cima de uma arriba…


O João neste dia estava mesmo com fé de fazer o aceio da tarde e não se enganou, este foi o preciso momento em que ele ferrou o velhaco.


Depois de uma garreia dos diabos lá saiu um Robalo daqueles que o seu peso e tamanho nada tem a ver com a foto, mas acreditem que pesou bem mais do que parece, tal como o mar que parece estar parado e fácil de pescar e no entanto foi um castigo para separar este peixe do mar naquelas escoas falsas que podem facilmente roubar um bom Robalo ou até mesmo arrastar um homem com elas…


Mas não estávamos sozinhos, o parceiro do João nestas andanças, o Mário também lá estava e fez questão de nos adoçar a boca todas as noites com uns pastéis de nata Xl, já para não falar nas sandes de presunto e no vinho, perdi a conta das qualidades diferentes de vinho que provei nestes dias, acho que há provas de vinhos com menos diversidade 😊


Numa outra noite foi a vez de o Mário mostrar que conhece os cantos à casa e levou-nos a uma outra praia, também ele já sabe enganar uns bons Robalos e como ainda não estava satisfeito com a pesca que fez, no caminho de regresso mostrou que tem a direcção da pickup bem alinhada e não perdoou esta lebre que queria brincadeira, o Mário estava em altas…


Chegávamos a casa cansados mas ainda havia disposição para lavar o material e por fim era hora de mais uma história acompanhada de uma bucha antes de deitar, quando dávamos por nós já o galo cantava hahahahhaha

(Não me lembro se foi nesta noite que aconteceu algo insólito, mas reparem; as pescas areavam com bastante frequência e perdemos algumas montagens, a certa altura estava eu junto do João enquanto ele já meio irritado tentava desarear a chumbada, quando cai uma estrela cadente e diz ele assim em modo de brincadeira (Vou pedir um desejo, recuperar esta chumbada) hahahahahahaha claro que começamos a rir………..Nisto a chumbada desareia e quando ele puxa aquilo vinha um peso do caraças e eu curioso fiquei para ver o que era, acreditem se quiserem mas o homem trazia três chumbadas hahahahahahahaha… Porra agora já sei qual é o segredo dele para apanhar tantos Sargos, imaginem se cada vez que ele prende a chumbica numa pedra pede um desejo 😂 assim também eu apanhava caixas e caixas de Sargos hehehehe)


Uma linda caixa com o nome de João Santana (parabéns amigo)


Mais uma madrugada, esta foi outra noite de pesca mas já em casa e com o material lavado como manda a lei, eram horas de mais um petisco e mais umas histórias até o galo dizer que estava na hora (reparem só nas “pomadas” que estão atrás de mim) hahahaha o Mister Sargo não falha…


Não foi uma pesca de sonho mas foi melhor que nada.


Resultado: Foram três noites e quatro dias muito bem passados que voaram num abrir e fechar de olhos, em boa companhia e com bons petiscos, tive o prazer de conhecer o Mário que é 5***** e o seu Pai que também não lhe fica atrás, até um gelado de feijão levou para nós hehehehe…

Um ponto menos bom destas jornadas foi a temperatura que nestas noites chegou facilmente aos 0º graus e foi um inimigo que tivemos de combater a tempo inteiro, um outro inimigo que nos pregou uma grande partida foi uma raposa que nos deu uma banhada que me deixou com o sapo entravacado no garganil até hoje, aquilo era raposa velha batida no assunto que dá 10 a 0 a qualquer carteirista e com o tempo ainda aprende a abrir garrafas de cerveja a velhaca, conheço várias raposas que frequentam praias distintas e nunca vi uma coisa assim, esta ladra cá para mim pertence ao governo só não sei a que partido pertence porque nem lhe vi a cor…

O João mostrou que também tem garra para pescar aos Robalos em noites geladas, não desiste para aí assim e a moral mantém-se em alta até ao último lançamento da noite, por isso não se admirem quando ele volta e meia aparece aqui com uns belos barrotes…

Da minha parte a pesca foi fraca, apanhei pouco peixe e o maior tinha apenas 1kg, não eram os meus dias embora tivesse trabalhado para isso, sinceramente pouco me importei, pois estava ali para curtir novos spots e passar bons momentos entre amigos. No entanto tive o prazer e o privilégio de ser reconhecido várias vezes pelo João e pelo Mário e isso para mim vale tanto como o peixe que poderia ter apanhado, pois é uma atitude que pouco se vê nos dias de hoje e que eu valorizo bastante. 


Mas não pensem que voltei levezinho, o João fez questão de que eu viesse carregado e ofereceu-me uma Abóbora aí com uns 15 kg 😂 para juntar aos 3 ou 4 kg que engordei nos quatro dias que estive na casa dele hahahaha, cada vez que vou a Sines volto com uns quilinhos a mais 😊

Valeu também a experiência de disfrutar e pescar em spots que não conhecia com especial atenção para a última noite em que só fiz spinning e percorri vários kms durante horas num ida e volta em que perdi a noção do tempo por tão relaxado e descontraído que estava, nunca tinha “varrido” uma praia tão comprida a spinnar, pois normalmente os spots que frequento são curtos ou com obstáculos naturais que interrompem a sequência dos lançamentos, tais como entrilhados de pedra, rochas ou falésias, outro aspecto distinto são as praias fundas de areia grossa que diferem bastante das “minhas” que são rasas e de areias finas. Ainda tive um Robalo preso mas o velhaco desferrou, paciência…

Houve boa companhia, camaradagem e apesar do cansaço e poucas horas de sono a boa disposição reinou o tempo todo…
Só tenho a agradecer ao João mais uma vez que foi 5***** obrigado amigo 😊 
Saúde e força aí pessoal.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Resumo 2017

Boas pessoal!
Como vem sendo hábito no final de cada ano faço um apanhado de algumas fotos que marcaram este ano que está prestes a findar, fotos essas não só de exemplares ou pescarias, mas também de bons momentos que tiveram algum significado e que marcaram de alguma forma o ano de 2017 para mim no contexto da pesca…
Desejo a todos os amigos, leitores, seguidores e espreitas um Bom Ano de 2018… Saúde e força aí pessoal.