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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O tão desejado Troféu

“Surfcasting”

Boas pessoal, este não tem sido um Inverno nada fácil de programar umas jornadas naquelas praias que são mais castigadas pelos mares fortes que têm entrado constantemente nas últimas semanas, não há nada a fazer a não ser esperar com paciência e deixar a Mãe Natureza fazer o seu trabalho, eu chamo-lhe de defeso natural e nos últimos anos o mês de Janeiro tem sido muito assim…

No entanto, quem muitas vezes vai à pesca no Inverno e carrega muitos chibos às costas, com o passar dos anos acaba por aprender a muito custo que alguns spots ou praias ficam mais protegidas de certas ondulações, algumas mais acessíveis e outras que para lá chegar são autênticos treinos dos Fuzileiros com vários kms, dunas, travessias e horas de caminhada até encontrar o spot ideal para meter as canas a pescar…

Nesta tarde especialmente escura em que as nuvens ameaçavam despejar água a qualquer instante e que a previsão anunciava uma entrada de Mar forte ao início da noite apostei tudo numa pesca direcionada exclusivamente aos Robalos.

Tudo indicava que seria uma pesca rápida efectuada ao final da tarde e primeiras horas da noite. Com as canas a pescar e sem sentir “ruama” comecei a acreditar que poderia fazer ali um ou dois Robalos de bom tamanho, e foi o que aconteceu mais tarde quando este velhaco entrou no pesqueiro e sem pedir licença abocanhou o pitéu que eu lhe tinha preparado, vergou-me a cana já no silêncio da escuridão e logo de seguida começou a deslocar-se para a esquerda, ordenou-me que o acompanhasse e eu não pude dizer que não, ou então arriscava-me a perder o velhaco que estava cheio de força, eu do lado de cá e a besta do lado de lá, ambos lutávamos para sairmos vitoriosos mas passo a passo e metro a metro a distância entre nós dois diminuía até que por fim começou a ficar cansado, sem água para nadar ficou meio encalhado e foi quando eu lhe joguei a mão, estava ali um grande velhaco que ao vivo era qualquer coisa, no entanto as fotos não deixam perceber bem o tamanho e peso deste animal, naquele momento fiquei muito satisfeito com o que os meus olhos viam. Depois de tirar umas fotos e o guardar na saca voltei à luta, mas foi por pouco tempo, pois o mar anunciado começava a entrar e com ele o malvado limo que em pouco mais de trinta minutos arruinou-me as horas seguintes que eu ainda tinha para pescar, com o limo a fazer de fronteira ou muralha entre mim e o peixe senti-me como se estivesse preso, pois sabia que podia tentar ali mais um Robalo ou dois e assim não tinha qualquer hipótese. O limo é que é um problema gravíssimo, não é a pesca lúdica tal como eu um dia ouvi dizer...

Nos últimos tempos tenho assistido em grupos de pesca no Facebook a alguns comentários de pescadores indignados sobre a questão de se sacrificarem Robalos grandes nesta altura do ano e que alguns supostamente serão as fêmeas ovadas. Pois eu acerca desse assunto penso que a partir do momento em que não exista um defeso absoluto obrigatório para (lúdicos+profissionais) cada um tem o direito de fazer o que quiser quando apanha Robalos grandes, quem quer devolver devolve e desde já dou os meus sinceros parabéns a quem o faz, e quem quer levar para casa leva e assunto arrumado. Da minha parte não faço intenção de devolver qualquer Robalo acima da média, eu gosto de selecionar o peixe dentro dos possíveis e gosto de trazer os bons comigo, para devolver já basta os pequenos e até são bastantes, para além disso ainda há aqueles que se desferram e que também não são poucos, então acho que já faço a minha parte, mais do que isso só se deixar de ir à pesca…

Há por aí muitos indispostos cheios de azia que criticam quem apanha Robalos ovados no Inverno e depois guardam robalotes sem medida que apanham no verão… Mas voltando um pouco atrás; ora se um gajo vai devolver os pequenos porque são pequenos e depois também devolve os grandes porque estão ovados, então não traz Robalos para casa, nem grandes e nem pequenos, mais vale deixar de pescar e aplicar as centenas de euros que gasto em gasóleo para ir à pesca todos os anos em outras coisas que me fazem falta.

Antes de aparecer essa moda de pescar e libertar já se pescavam Robalos ovados no Inverno para consumir, não sei porquê essa indignação toda agora por parte dos praticantes do “catch and release” e dos acomodados que ficam em casa no quentinho de pijama e pantufas…

Aí um dia destes também fiz uma maré onde apanhei uns bons lingueirões.

E como um gajo tem de comer qualquer coisa, lá tive de virar uns lingueirões com uma cerveja, pois atão 😉

Bom pessoal por hoje é tudo, agora parece que temos aí uma tempestade à Homem e vamos lá ver no que isso dá, coisa boa não deve sair daí com certeza.

Haja saúde e força aí…


 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A primeira Tempestade do Ano

“Surfcasting”

Boas pessoal!

O ano começou logo com uma tempestade vinda do quadrante sul, ainda bem não tinha arrumado o material da última jornada da passagem de ano e já estava a estudar onde e quando poderia tirar algum proveito da primeira tempestade do ano…

Depois de decidir quando e onde atacar arrumei tudo para ir no dia seguinte pescar na ressaca da tempestade, este ano perdi o medo de apanhar chibos e estou preparado para o que tiver de ser, quando cheguei ao pesqueiro já lá estavam uns pescadores a tentar a sua sorte e a lutar contra o limo que estava impossível, cedo me apercebi que não ia ter uma jornada fácil pela frente, cá de fora não se notava nada mas quando as pescas caíam na água rapidamente as linhas ficavam forradas de limo, era uma missão impossível mesmo…

A sorte é que tinha ali um colchão por perto e pensei logo que se não houvesse peixe ao menos cama para dormir já tinha 😄 o que vale é que há sempre espírito para uma brincadeira…

A água ainda estava demasiado tapada devido às fortes chuvas que haviam caído nos dias antes e que coincidiram com marés vivas, água vinda das ribeiras e das barreiras que existem junto ao Mar fazem com que a cor da água fique assim com este tom barrento por toda a costa Sul, decidi aguardar umas horas a ver se ao menos o limo diminuía um pouco e deixava as linhas pescarem uns dez minutos pelo menos.

Um par de horas mais tarde isso aconteceu, no entanto quanto mais longe lançava mais limo apanhava, decidi então esquecer os Sargos que supostamente deviam andar lá mais por fora e decidi pescar um pouco mais perto na esperança de capturar algum Robalo que passasse por ali e ao mesmo tempo apanhar menos limo.

Ao final do dia houve ali uma altura em que o lixo deu algum descanso e foi também quando fui brindado com este bonito Robalo que seria o único exemplar a comparecer ao encontro neste dia difícil, no momento enquanto o recuperava chegou a convencer-me de ser bem maior pela força que fazia e pelo peso do limo que vinha à mistura.

No momento em que tirei este peixe da água até fiquei motivado para continuar, mas uma hora mais tarde com o limo a voltar em força novamente e sem sentir mais nenhum sinal de Robalos decidi levantar ferro e rumar a casa, o objectivo estava cumprido dentro dos possivéis e a noite adivinhava-se bastante fria e não compensava tal sacrifício de ficar ali a lutar contra este adversário poderosíssimo chamado limo.

Aproveito para partilhar aqui mais uma maré de marisco da Ria Formosa

Búzios

Canilhas

Aí um dia destes fiz uma caldeirada de marisco à Lobo; lingueirão, ameijoa canita, camarão e tudo o resto que leva uma boa caldeirada; batata, cenoura, cebola, alhos, azeite, coentros e condimentos ao gosto, um gajo também tem de comer alguma coisa, atão 😋😄

Bom pessoal por hoje é tudo, aproveitem para pescar enquanto eles deixam porque há por aí quem diga que a pesca lúdica é um problema gravíssimo, vejam bem, com tantos problemas que há no País e a pesca lúdica é que é um problema gravíssimo, não sei se é para rir ou para chorar.

Haja saúde e força aí…


 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Bem-vindo Inverno

“Surfcasting”

Boas pessoal!

Desta feita a escolha caiu sobre a vertente de Surfcasting, está a ser um Inverno difícil em termos de condições, embora oficialmente o Inverno só tenha começado no passado domingo o Mar há muito que não perde força onde eu gosto de pescar, em algumas zonas da costa há semanas que não deixa fazer uns lançamentos na praia, no entanto continuo a procurar locais abrigados para investir e ao mesmo tempo fazer novas experiências.

Quando vou pescar seja onde for, procuro sempre conciliar alguns factores que possam aumentar as probabilidades de capturas, neste dia a muito custo lá consegui separar este Robalo do Mar e outros dois que apesar do seu tamanho roçar a medida, decidi dar-lhes uma 2ª oportunidade e devolvê-los à vida até porque ficavam mal ao lado deste.

Foram algumas horas de muito frio para apanhar este velhaco, acho que aqueles que não pescam ou quem pesca poucas vezes no Inverno não têm noção da dedicação e dimensão do sacrifício que por vezes um gajo faz para apanhar um peixe bom…

Quando cheguei à praia escolhida o mar ainda trazia bastante força e tive de pescar com chumbada de garras para conseguir aguentar a pesca onde eu queria, não gosto nada de pescar assim mas durante um par de horas teve de ser.

Com o aproximar do final da tarde já se notava alguma diferença em acção de pesca, não pelo tamanho da ondulação, mas sim pela força que o Mar perdera, não havia limo o que a meu ver já era bastante positivo e deixava-me motivado para as próximas horas.

Comecei esta jornada a pensar que os sarguetes iam ser os mesmos chatos de sempre mas afinal nem sinal deles, tem dias que esses meninos parece que combinam em aparecer em força assim como tem outros dias que também parece que combinam e ficam todos em casa, mas neste dia os sargos fizeram mesmo gazeta, nem pequenos nem grandes o que achei estranho porque estava mesmo bom para eles, vai-se lá saber… Bom mas por vezes parece que tudo tem uma razão de ser, ao menos as pescas mantiveram-se mais tempo na água e com maior probabilidade de apanhar um peixe maior tal como aconteceu mais tarde quando fui dar com a cana da direita toda bamba e quase em seco, tinha perdido ali uns minutos a fazer um estralho novo para a outra cana e não me apercebi do que se estava a passar, sendo uma praia de areia e sem obstáculos (pedras) menos mal mas mesmo assim por vezes existem artes da pesca profissional perdidas e trazidas pelos temporais que ficam presas ao fundo e podem deitar tudo a perder, é preciso cuidado…

Ao enrolar umas voltas de linha no carreto com a cana ao alto senti logo que algo de tamanho considerável estava lá, gosto tanto quando isto acontece 😊 e principalmente quando estou a pescar ao Robalo, caminhei um pouco na direcção do Mar ao mesmo tempo que recuperava linha e pouco depois já perto da borda de água é que tive de trabalhar um pouco o velhaco e com calma, pois nunca sabemos como é que o peixe está preso, se bem ou mal.

Com a ajuda de duas ondécas meti o velhaco em seco, foi um momento de felicidade ver aquele lindo Robalo ali aos meus pés e sentir que já tinha a pesca garantida, depois de o guardar continuei a pescar com afinco e ainda saíram mais dois robalécos daqueles que um gajo fica a pensar se leva ou não, mas neste dia decidi devolver, ainda se estivesse a apanhar uns Sargos até podia ser que viessem ali no meio do barulho mas juntamente com este Robalo já velhaco acho que  não combinavam em nada e também sabe bem devolver uns pexecos de vez em quando…

Um pouco mais tarde chegou um vento frio que rapidamente passou a gelado e sem qualquer actividade resolvi arrumar tudo e dar ao slide…

Um dia destes fiz uma maré e apanhei umas ameijoasécas 

No dia seguinte apanhei meia dúzia de lingueirões

E num outro dia apesar de escassos lá consegui apanhar uns berbigões para abrir com alhos e limão e comer com pão torrado e varrer meia garrafinha de vinho, um gajo também tem de comer alguma coisa, atão!!! 😊

Por hoje é tudo pessoal, não é o meu caso mas para aqueles que gostam desta quadra espero que tenham umas boas festas, haja saúde e tudo de bom para vocês…


 

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Finalmente o Frio

“Surfcasting”

Boas pessoal!

Com a chegada do frio, da chuva, dos dias pequenos e escuros, as noites grandes, o tempo húmido, as pessoas parece que mirram e ficam deprimidas, pois comigo acontece o inverso e parece que acordei do pesadelo para viver o sonho.

Depois de tanto esperar lá estava eu no sítio onde sonhei estar nos últimos seis, oito, dez meses sei lá, até perdi a conta, o que eu sei é que passo o ano à espera de uma oportunidade em que vários factores se conjuguem e fiquem em sintonia para poder viver uma noite num dos meus spots favoritos, uma noite desejada para mim mas que para muitos seres humanos seria a pior noite das suas vidas, pois trocar o conforto de suas casas nesta altura do ano com estas temperaturas não é para meninos do papá…

Tudo começava com um final de tarde bonito e tranquilo, embora a previsão fosse de uma noite ventosa e complicada, mas isto da pesca não é como nós queremos e sim como a mãe Natureza assim o quer.

Com as canas montadas e tudo pronto eram horas de começar a pescar quando o sol tocava o mar no horizonte, os primeiros sinais de peixe anunciavam-se aos primeiros lançamentos, aparentemente tímidos e pequenos apenas serviam para gastar isco e roubar a oportunidade de um peixe maior comer aquele pitéu que eu tinha levado para eles…

Para abrir a noite em grande comecei com um Robalote que media o tamanho de duas garrafinhas de 1,5L… Sendo esta a minha primeira investida da temporada por estas bandas até não era um mau começo, o pior mesmo foi o vento que começou a dizer que as previsões estavam certas e começou a vir quase de frente com alguma intensidade, a cada lançamento que fazia a mãe Natureza trabalhava para me dificultar a vida e eu não podia fugir às circunstâncias, tinha de enfrentá-las e adaptar-me, foi então que decidi alterar as montagens que estava a usar e também trocar as chumbadas para ao menos tentar chegar ao peixe…

Acho que as alterações sortiram efeito e lá foram saindo uns peixes de boa bitola para guardar na saca, um pouco mais tarde um vento bastante irrequieto teimava novamente em não me deixar arremessar a chumbada para lá da rebentação e tentar alguma Dourada mais avantajada, no entanto os Sargos e as bailas entravam no pesqueiro e entre alguns devolvidos guardei os que me pareceram melhorzinhos para trazer comigo, entre eles destaco um Sargalhão de 1,5kg e outro de 1kg, ao apanhar peixes desta qualidade ainda fiquei com mais vontade de devolver os pequenotes para crescerem.

Mais tarde com a actividade a baixar e já cansado decidi encerrar esta jornada e ir comer alguma coisa antes de esticar o esqueleto…

Assim que cheguei à carrinha a primeira coisa que fiz foi meter umas tostas de queijo a fazer e abri um garrafinha de tinto (Sossego) que o meu amigo “Xalita” (Vasco Correia) me tinha oferecido há uns tempos, que bem que me souberam aquelas tostas à 1h da manhã com um tinto 😊 um gajo também tem de comer alguma coisa, atão 😄

No dia seguinte antes de voltar para a pasmaceira da cidade ainda tive tempo de juntar algum lixo que alguém se esqueceu por ali, o sucesso da Natureza depende daquilo que NÃO se faz para a estragar, lembrem-se sempre disso…

Aí um dia fiz uma apanha direcionada a duas qualidades de marisco, coisa que é raro, normalmente dedico a maré só a apanhar uma qualidade de marisco para “render” mais…

Já deu para o petisco 😉

E para terminar umas belas amêijoas 😊

Por hoje é tudo meus amigos, haja saúde e força aí...


 

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Adeus Cláudia

“Surfcasting”

Boas pessoal!

Na última pesca que tinha feito fui tão bem recebido pela “D.Cláudia” que achei que era uma falta de respeito não me despedir da Sra. 😄

Então decidi programar uma jornada de surfcasting para a despedida, achei que fosse a melhor escolha uma vez que o mar ainda tinha alguma força assim como o vento.

Um novo dia, uma nova oportunidade, na pesca é assim que as coisas acontecem.

Às 4:30 da manhã toca o despertador e estava na hora de levantar, com poucas horas de sono não foi tarefa fácil, mas na cama não se apanha nada, fiz um pequeno-almoço com bastante café e mais algum para levar.

Esta foi uma tempestade intensa e que fez inúmeros estragos como todos tiveram oportunidade de ver nas notícias, por aqui no sul do sul o Mar de sudoeste e o vento do mesmo quadrante castigaram as praias durante vários dias, por sorte de muitos as marés eram mortas porque se fossem marés vivas os estragos tinham sido bem piores na orla costeira.

Cheguei à praia ainda de noite e toca a montar as canas sempre com receio de que o limo me agourasse a pesca, depois de tanto sacrifício e alguma despesa é uma frustração imensa quando isso acontece, quando o dia começou a clarear dei-me de caras com um mar que me encheu de alegria por dentro e percebi que podia apanhar uns Sargos que eram o meu objectivo nesta jornada.

Depois de verificar a existência de algum limo, mas que até deixava pescar fiquei mais tranquilo, tinha uma mão cheia de ingredientes de boa qualidade, agora só me restava esperar para ver o que saía dali.

O peixe logo cedo deu de sinal e iam saindo alguns a conta-gotas, mas havia muito peixe miúdo que quase não davam hipótese de um sargo maior chegar perto do isco, foi dos dias que mais peixe miúdo devolvi ao mar, desde sarguetes, safatinhas (douradinhas) e mucharras.

Foi uma pesca sem parar, acho que não me sentei uma única vez, no final ainda consegui enfeitar a geleira com oito Sargos porreiros (dois deles kileiros), mas podia ter sido bem melhor se o peixe miúdo não andasse por lá, já sem isco e o vento forte a marcar o final desta jornada de surfcasting eram horas de desmontar o material e rumar a casa.

Na outra semana fiz uma maré de búzios que foi um luxo

Belos Búzios

Para desenjoar dos búzios aqui vai umas ameijoas que não é para qualquer um 😉

Um dia que fui apanhar búzios passei num regato que estava cravado de lingueirão, antes que alguém desse com eles no dia seguinte fui logo apanhá-los 😉

E como um gajo tem de comer alguma coisa deixo aqui uns lingueirões abertos na chapa e regados com limão, com umas torradas e umas cervejas está a maré feita 😉
Por hoje é tudo, entretanto já tenho mais qualquer coisa para postar mas isso fica para a semana que vem 😉
Saúde e força aí pessoal...

 

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

ON

“Surfcasting”

Boas pessoal!

Espero que se encontrem todos bem, ou pelo menos dentro dos possíveis, falo assim porque eu sei que há sempre qualquer coisa que nos incomoda, faz parte da vida.

Depois da minha habitual longa ausência na altura mais quente do ano estou agora de volta para tentar fazer umas jornadas de pesca e partilhar aqui algumas delas, pelo menos aquelas que se justifiquem pelo resultado positivo. O tempo quente e ameno teima em não abandonar o sul do sul mas a mudança de hora acompanhada também pela mudança de tempo inspiram e convidam-me a programar umas idas ao Mar a fim de tentar a sorte. No entanto penso que será uma temporada curta, para além de já começar tarde nunca se sabe o que poderá acontecer, desde um Inverno demasiado rijo ou demasiado macio até a uma possível mudança na legislação entre outras tantas coisas, tudo pode acontecer e fracassar a temporada, mas cá estaremos para ver no que dá…

Então um dia destes houve uma mudança de tempo que originou boas condições para se tentar uns peixes, achei que podia programar a primeira jornada da época e assim foi, optei pelo surfcasting porque era o que o mar pedia.

Tudo começou com a arrumação do material à hora de almoço e depois a viagem até à praia escolhida, o objectivo era fazer o final do dia e umas horas noite dentro.

Depois das duas canas montadas com suas respectivas montagens e algumas (quase duvidas) de como se faziam os nós 😄 estava na hora de começar a apalpar o terreno e ver o que se passava por ali, mas antes faltava o ritual de abertura da época, mijar em cima das canas para afastar as bruxas e dar sorte para ter uma temporada recheada de bons peixes e escamas grandes 😉

O limo neste dia era pouco, acho que tive sorte porque depois vim a saber que no dia antes havia erva que era por demais.
Os peixes foram saindo a conta gotas, marcaram presença os Sargos e as Bailas, os mais pequenos iam sendo devolvidos e os de boa bitola guardados na geleira.

No final ainda consegui enfeitar a palete que me serviu de poiso com meia dúzia de seis peixes de 1,5L e diverti-me à maneira, depois de tantos meses sem tocar no material soube-me pela vida sentir aquela maresia nocturna. 😊

Tenho feito umas marés de búzios e canilhas aqui na Ria, é um marisco que me dá um vício enorme apanhar quando dou com eles a sério.

Canilhas de luxo.

Búzios de luxo.

Depois de limpos até cheiram a mar.

E para terminar enquanto o arroz de coentros apurava, sim porque um gajo também tem de comer alguma coisa, atão 😊

 Já tinha saudades de partilhar qualquer coisa do género aqui no blogue, embora saiba que o melhor da vida não é o que é partilhado mas sim o que é vivido.

Saúde da boa e força aí pessoal.