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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Finalmente o Frio

“Surfcasting”

Boas pessoal!

Com a chegada do frio, da chuva, dos dias pequenos e escuros, as noites grandes, o tempo húmido, as pessoas parece que mirram e ficam deprimidas, pois comigo acontece o inverso e parece que acordei do pesadelo para viver o sonho.

Depois de tanto esperar lá estava eu no sítio onde sonhei estar nos últimos seis, oito, dez meses sei lá, até perdi a conta, o que eu sei é que passo o ano à espera de uma oportunidade em que vários factores se conjuguem e fiquem em sintonia para poder viver uma noite num dos meus spots favoritos, uma noite desejada para mim mas que para muitos seres humanos seria a pior noite das suas vidas, pois trocar o conforto de suas casas nesta altura do ano com estas temperaturas não é para meninos do papá…

Tudo começava com um final de tarde bonito e tranquilo, embora a previsão fosse de uma noite ventosa e complicada, mas isto da pesca não é como nós queremos e sim como a mãe Natureza assim o quer.

Com as canas montadas e tudo pronto eram horas de começar a pescar quando o sol tocava o mar no horizonte, os primeiros sinais de peixe anunciavam-se aos primeiros lançamentos, aparentemente tímidos e pequenos apenas serviam para gastar isco e roubar a oportunidade de um peixe maior comer aquele pitéu que eu tinha levado para eles…

Para abrir a noite em grande comecei com um Robalote que media o tamanho de duas garrafinhas de 1,5L… Sendo esta a minha primeira investida da temporada por estas bandas até não era um mau começo, o pior mesmo foi o vento que começou a dizer que as previsões estavam certas e começou a vir quase de frente com alguma intensidade, a cada lançamento que fazia a mãe Natureza trabalhava para me dificultar a vida e eu não podia fugir às circunstâncias, tinha de enfrentá-las e adaptar-me, foi então que decidi alterar as montagens que estava a usar e também trocar as chumbadas para ao menos tentar chegar ao peixe…

Acho que as alterações sortiram efeito e lá foram saindo uns peixes de boa bitola para guardar na saca, um pouco mais tarde um vento bastante irrequieto teimava novamente em não me deixar arremessar a chumbada para lá da rebentação e tentar alguma Dourada mais avantajada, no entanto os Sargos e as bailas entravam no pesqueiro e entre alguns devolvidos guardei os que me pareceram melhorzinhos para trazer comigo, entre eles destaco um Sargalhão de 1,5kg e outro de 1kg, ao apanhar peixes desta qualidade ainda fiquei com mais vontade de devolver os pequenotes para crescerem.

Mais tarde com a actividade a baixar e já cansado decidi encerrar esta jornada e ir comer alguma coisa antes de esticar o esqueleto…

Assim que cheguei à carrinha a primeira coisa que fiz foi meter umas tostas de queijo a fazer e abri um garrafinha de tinto (Sossego) que o meu amigo “Xalita” (Vasco Correia) me tinha oferecido há uns tempos, que bem que me souberam aquelas tostas à 1h da manhã com um tinto 😊 um gajo também tem de comer alguma coisa, atão 😄

No dia seguinte antes de voltar para a pasmaceira da cidade ainda tive tempo de juntar algum lixo que alguém se esqueceu por ali, o sucesso da Natureza depende daquilo que NÃO se faz para a estragar, lembrem-se sempre disso…

Aí um dia fiz uma apanha direcionada a duas qualidades de marisco, coisa que é raro, normalmente dedico a maré só a apanhar uma qualidade de marisco para “render” mais…

Já deu para o petisco 😉

E para terminar umas belas amêijoas 😊

Por hoje é tudo meus amigos, haja saúde e força aí...


 

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Os Filhos de Hermínia

“Surfcasting”

Boas pessoal, recentemente várias tempestades passaram pelo nosso País, as regiões norte e centro foram as mais afectadas mas também o sul do sul levou uma boa sacudidela, umas fizeram mais estragos e outras menos, mas uma coisa tiveram todas elas em comum que foram os ventos fortes acompanhados de chuva e agitação marítima bastante alterada, a tempestade Hermínia já lá vai e fez das suas, provocou alguns estragos por aí mas também teve os seus aspectos positivos como por exemplo levar nutrientes ao mar através da água da chuva que irão servir de alimento a toda uma enorme cadeia alimentar, serviu também para remexer os fundos marinhos e fazer arrumar uns peixes à costa em busca de alimento, ainda D.Hermínia não se tinha despedido e já o Sr. Ivo entrava sem pedir licença, ai estas tempestades modernas com nome e tudo mas sem educação nenhuma, já parecem a juventude de hoje em dia.

Pois é, com o Mar a mexer tinha de programar aquele que para mim seria o dia mais indicado para atacar, umas vezes acerto, outras nem por isso, faz parte. Cheguei à praia e tal como tinha previsto o vento era moderado e de um quadrante incomodativo, mas com estas condições e neste pesqueiro o peixe normalmente vem comer na beirada.

Convém fazer sempre uma leitura do mar antes de instalar o material à “papo-seco” em qualquer lugar, tenho sempre em consideração se vou pescar de vazante ou de enchente e se o mar vai subir ou descer. Para começar apanhei logo dois belos sargos, um tinha prai 70g e o outro era bem maior, talvez umas 100g, como não cabiam na geleira devolvi os dois pingalhetes 😄😄é impressionante como é que peixinhos tão pequenos conseguem engolir anzóis maiores que a sua boca…

Bom mas no meio dos pequenotes que pareciam piranhas volta e meia lá ia aparecendo um Sargo ou outro de bom tamanho para guardar, mas muito espaçadamente, quanto apanhei a Dourada confesso que não estava à espera e até pensei que fosse um Sargo daqueles velhos casmurros, logo no lançamento seguinte tive um peixe que bateu bem e que veio até meio a dar umas boas cabeçadas, mas desferrou e foi embora e aí já tive a certeza de que era outra Dourada e talvez maior que esta, deve ter vindo a palitar os dentes até meio e depois largou e foi à vida a malvada.

Ao anoitecer ainda fiz 2h e depois dei por encerrada esta jornada e levantei ferro para me ir embora, no final estes foram os filhos de Hermínia, tudo peixe de bom tamanho mas para tantas horas de pesca e insistência foram poucos, os Robalos que também eram o meu objectivo não apareceram, talvez tenham encostado no dia anterior com Mar mais forte ou andassem por outras paragens…

Também escolhi um dia para fazer uma maré e aproveitei para apanhar um mariscote, neste caso lingueirões

E uns berbigões também

Juntei os dois mariscos e fiz de cebolada para acompanhar com arroz branco e uma garrafinha de tinto, um gajo também tem de comer alguma coisa, atão 😋😆

Bom pessoal, por hoje é tudo, fiquem bem e até à próxima………


 

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Noite de Terror

“Surfcasting”

Boas pessoal!

Agora que as noites já pedem um bom agasalho começa o bichinho da pesca a chamar por mim, nesta ida queria aproveitar bem a jornada porque no dia seguinte a previsão era o mar “levantar as orelhas” logo pela manhã…

No momento que o pôr-do-sol pintava o horizonte de cores mágicas as canas já estavam lançadas à espera de que algo as fizesse debruçar na direcção do mar, mas por em quando isso ainda não acontecia…

Nesta altura do ano e para fazer este tipo de pesca gosto de chegar cedo para escolher o pesqueiro e ter tempo de montar e preparar tudo nas calmas, se me descuido quando dou por mim já o sol está a esconder-se no horizonte.

O inconfundível perfume selvagem que por aqui se respira dá um sabor especial à pesca, tão bom quanto apanhar peixe…

Já são muitos anos a passar longas noites ao frio, à humidade e a observar este Mar, alguma coisa me dizia que esta não ia ser uma noite qualquer, mas tinha de esperar para realmente saber como isto iria acabar…

As horas passavam e a jornada já ia longa e com pouca actividade, comecei por apanhar o sargo mais pequeno da jornada e um bom bocado depois era a vez de uma baila, de repente uma das canas vergou com dois ou três puxões vigorosos e de seguida um mega vergão que de certeza se o drag não estivesse aberto tinha partido o 0,20; foi coisa rápida e de repente parou tudo, quando começo a recuperar sentia um peso mas nada de força, coisa estranha; quando a pesca chegou até mim trazia um bom Robalo preso pelo rabo mas sem cabeça, naquele momento fiquei estupefacto a olhar para aquilo, o peixe ainda se contraia e deixava um rasto de sangue na areia, eu não sabia se estava a fazer uma viagem no comboio fantasma ou se estava a ver um filme de terror…

Isquei lancei e quando vou à outra cana tinha tudo partido pelo nó do chicote “(mau mau Maria mas o que é que se passa aqui hoje)” perdi uma porrada de tempo a montar aquilo tudo e depois de lançar vou à outra cana e tinha o estralho cortado perto do anzol “(isto tá bonito tá)” deduzi que tenha sido uma Dourada pelo facto da linha estar mastigada. Entretanto saíam uns sargos que se iam juntar ao Robalo decapitado na saca e outros mais pequenotes iam sendo devolvidos ao mar, nisto saquei uma bela Dourada gorda que me deu uma luta interessante ali ao sair da água, se eu já não tinha dúvidas de que o outro estralho tinha sido corto por uma Dourada agora ainda menos as tinha, pois estava claro de que elas estavam ali, as tarefas eram tantas que nem tempo para fazer uma mjinha eu tinha, e olhem que estava bem aflito… 
 E cerca de uns 30 minutos mais tarde recupero uma cana só com metade de uma Dourada, mais uma vez fiquei estupefacto a olhar para aquele cenário com o peixe a tremer e a deixar um rasto de sangue na areia “(Móósss mas o que é esta merda hoje pá, o outro veio sem cabeça, esta vem sem rabo)” eu já deitava fumo pelas orelhas já estava pior do que o diabo à meia-noite de 6ªf e quando vou à outra cana e a recupero o cenário repetia-se, outra Dourada corta pelo meio a tremer e a sangrar na areia, sem duvida que esta era uma verdadeira noite de terror, peixes decapitados, peixes amputados, estralhos mastigados, montagens perdidas, um dedo cortado, etc etc…

Mais tarde a noite já ia longa e com a actividade a desaparecer quase por completo, eu já cansado e acho que as canas depois de tantos lançamentos e tanta violência também já lhes doía as costas, achei que estava na hora de dar por terminada esta jornada de terror, as ondas agora gordas já cantavam uma música diferente da que tocavam no início da jornada e anunciavam a entrada de um mar forte e encorpado…

No caso do Robalo e pelo corte que trazia deduzo que tenha sido alguma espécie de tubarão, talvez uma tintureira ou cação…

Já no caso das Douradas penso que tenham sido as malditas Anchovas as responsáveis por tal chacina…

Não via horas de chegar à carrinha para dar ao dente, já estava com uma fraqueza que nem via nada atrás das costas, um gajo também tem de comer alguma coisa, atão!!!


Entretanto aqui pela Ria as marés de marisco continuam, embora agora com menos frequência pois a prioridade será a pesca nos próximos meses sempre que as condições me agradarem…

As Canilhas de qualidade têm sido frequentes este Outono…

Por hoje é tudo pessoal, saúde para todos vós e portem-se bem...


 

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

A 1ª da Época

“Surfcasting”

Boas pessoal!

Um dia destes resolvi fazer uma pesquinha a ver se ainda sabia mexer nestas coisas de anzois, linhas, nós, iscos e etc...

Farto de estar enclausurado e sufocado na selva de betão onde vivo rodeado de gente vaidosa que mostram ser aquilo que não são, nada melhor do que arrumar o ceirão com o material de que ia precisar e fazer-me à estrada.


O Inverno não está a começar mal de todo em termos de condições atmosféricas, na Costa Sul faziam falta uns mares acompanhados de chuva que tanta falta fazia ao Oceano para com ela levar os nutrientes que são fundamentais para o peixe tal como para o marisco de casca começar a rebentar aqui na Ria

À entrada da praia tinha uma bela pedra que a maresia tinha posto a descoberto e que me dava pela cintura, ideal para pousar o ceirão e começar a montar o material logo ali pertinho, nada disso; o poiso era bom mas o pesqueiro ali estava mau, a pressa e a preguiça são inimigas de uma boa pescaria, por isso achei melhor dar à perna e ir um pouco mais para o lado de lá que estava bem melhor do que ali, mesmo que tivesse de pousar o ceirão na areia, tento sempre escolher um spot que me dê para pescar o maior nrº de horas, mesmo que tenha de me deslocar uns 50 m para o lado devido à subida ou descida da maré…

Com as duas canas montadas comecei a pescar descontraidamente enfeitando os anzóis com umas iscas que tinha apanhado aqui na ria, alguns peixes mais esfomeados foram dando de sinal como que dizendo para mandar mais, dois robalotes sem medida foram devolvidos em perfeitas condições enquanto alguns peixes de boa bitola iam sendo guardados na saca e somados no final renderam uma meia dúzia de seis, não foi um resultado de sonho mas confesso que já tive dias bem piores, hoje em dia não se pode ser muito exigente, para mim se conseguir pescar sem corrente e sem limo já fico bastante satisfeito só de poder estar ali motivado e sempre na esperança de cravar um bom exemplar…

Como a comida que levei no ceirão era pouca resolvi mastigar devagar para dar para mais tempo (um gajo também tem de comer alguma coisa, atão) 😄😄😄

Depois de um bom descanso eram horas de arrumar tudo e voltar para a selva de betão

Enquanto esperava que a maré desse a volta aproveitei para apanhar algo que não deveria estar ali, não custa nada dar uma ajudinha ao nosso Oceano que é o berço dos nossos próximos Robalos e das nossas próximas pescarias e olhem que ele não nos deve nada, nós sim é que devemos a ele, lembrem-se disso…

Quando as marés vazam bem gosto de aproveitar e ir procurar uns búzios aqui na Ria Formosa

 Confesso que estou viciado em apanhar este marisco (acho que isso se deve a ter aprendido muito sozinho sobre os melhores locais e as melhores marés para os apanhar) tal como na pesca torna-se muito gratificante quando aprendemos com as nossas experiencias e pela nossa cabeça ao invés de andar a perguntar a A e a B na esperança de receber as melhores informações da maneira mais fácil…

 Lindos

 O dono das árvores que o vento não conseguiu jogar a baixo.

Bom meus amigos por hoje é tudo, gostava de fazer umas pescas por outras paragens mas (infelizmente ou felizmente) o grandioso (não deixa ou simplesmente não quer) mas ele é que manda e nada mais há a fazer a não ser esperar, ser paciente dará os seus resultados…

Saúde e força aí pessoal...

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Nova Investida...

“Surfcasting”

Boas pessoal!

Um dia destes fui almoçar à casa do meu amigo Zé, um daqueles almoços que se estica até à hora do lanche ajantarado, aquilo é comer e beber até cair de cu 😃

Bom, conversa daqui e conversa dali acabamos por combinar uma pesca num dia que eu já tinha em mente. Ao longo da viagem fomos trocando ideias sobre o pesqueiro em que íamos atacar, previa-se um final de tarde nublado e o mar a cair, desta vez montamos um abrigo para comer e descansar um pouco a meio da noite e depois fazermos a viagem de volta em melhores condições.

Em pleno entardecer instalava-se uma bruma húmida que noticiava a noite que tínhamos pela frente, noite essa que começou com animação e pagode para a foto da praxe, mas sem sinal de peixe em qualquer uma das quatro canas, melhores condições não se podiam pedir. Este camarada foi quem me levou pela primeira vez à pesca tinha eu 10 anos, depois disso levou-me mais algumas centenas de vezes, hoje em dia sou eu que o levo a ele hahahaha... Entretanto a noite foi passando com poucas capturas para ambos e algumas devoluções, iscas diferentes, lançamentos a várias distâncias e até que resolvemos tirar ali um par de horas para comer qualquer coisa e esticar o esqueleto, na pesca pode-se gastar toda a energia até quase à exaustão sem obter qualquer resultado, mas também podemos apanhar um peixão daqueles que vai ficar na nossa memória para toda a vida como uma boa recordação daquele momento e são momentos desses que eu procuro na pesca, para além de outras tantas coisas boas que a pesca me proporciona.

De manhã cedo e já com tudo arrumado houve tempo para registar a minha parte, uma pesca com pouco peixe mas de bom tamanho como mostra a comparação, para a próxima será melhor mas também já foi pior, é o que todos nós dizemos quando não ficamos bem satisfeitos com o resultado final hahahaha...

Íamos com fé nas douradas mas só apareceu esta e calhou-me a mim, estes exemplares que já têm reservas suficientes para suportar o Inverno e a desova há muito que começaram a rumar à fundura do mar aberto e concentram-se por vezes em grandes cardumes/bolas.

Agora era hora da parte mais chata da pesca que é a viagem de regresso à Selva Urbana 😕

Bom mas nem só de pesca são os dias que passo junto ao mar, aqui neste caso e não no mar mas sim na ria aproveitei para fazer uma maré de búzios e canilhas…




Neste dia e aproveitando as marés vivas troquei os búzios pelos lingueirões

Um dia destes fui jantar à casa de um amigo e fiz um arroz de lingueirão à Lobo, gosto de deixar este arroz seco e acompanhar com salada de alface com muita cebola e uma garrafinha de tinto, um gajo também tem de comer alguma coisa, atão 😋

Bom pessoal por hoje é tudo, portem-se bem e até à próxima…


 

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

De volta

“Surfcasting”

Boas pessoal!

Depois da minha habitual ausência que costumo fazer na altura do tempo quente e seco, cá estou eu de volta e um pouco atrasado eu sei, mas estou assim como o frio e os “dias de Inverno” que teimam em não chegar, apesar de alguma chuva que caiu e que tanta falta faz aqui no Sul do Sul.

Sinceramente pensei e repensei se tinha mesmo força de vontade de voltar a publicar as minhas jornadas de pesca aqui no blogue e apesar da vontade não ser igual à de outros anos decidi que ao menos vou tentar fazer algumas publicações (embora que talvez menos do que em anos anteriores) até porque ao preço que está o combustível e devido aos kms que faço cada vez que vou ao “meu” (Território Lobo) sou obrigado a estudar bem o caso para ver se me compensa ou não fazer essa despesa, enfim, como tudo na vida o que foi não volta a ser, no entanto tenho umas contas a ajustar com dois ou três Robalos que me ficaram aqui entravacados no garganil no ano passado e embora os velhacos tenham ganho aquela batalha não ganharam a guerra, eles logo as mamam, é preciso é calma, ao mesmo tempo aproveito para dar uma bofetada de luva branca e macia a alguns falsos “amigos” que me subestimaram, mas cada coisa a seu tempo como se costuma dizer…


Bom, mas falando de pesca decidi fazer uma pescasita de surfcasting e desafiei um grande amigo de longa data, talvez o maior culpado pelo bichinho da pesca que me corre nas veias. O Zé passou em minha casa à hora certa como já é habitual a pontualidade da parte dele e rumamos à praia escolhida, que apesar de não oferecer as melhores condições decidimos ficar por ali mesmo, pois naquele dia as saudades de estar naquele spot eram tantas que qualquer coisa servia para apaziguar a vontade de pescar e em vez de montar as canas perdi-me no tempo e fiquei a namorar aquele Mar imenso, até já tinha saudades de meter um chicote a estrear, com um estralho novo e uma chumbada das favoritas, fazer uma iscada daquelas perfeitas, lançar e quando vou esticar a linha pa meter a cana no suporte sentir que está presa numa pedra, que saudades que eu tinha daquilo hahahahaha…
Não começava da melhor maneira, mas ao menos estava a pescar e tinha a companhia de um dos melhores e o mais antigo parceiro de pesca que tenho…


Uma vez que estávamos perto da carrinha e o acesso era fácil, eu fui à frente preparar alguma coisa para aconchegarmos o estômago e quando estava pronto fiz de sinal ao Zé para vir dar ao dente, preparei uns ovos mexidos com atum e tomate e um copo de vinho claro, que naquele ambiente de pesca ainda soube melhor…

Esta foi a minha conta nesta jornada, foi o que se arranjou numa noite de pouca actividade por parte do peixe, foram poucos mas bons, ainda tirei duas douradinhas desavergonhadas mas foram devolvidas, elas estavam boas, boas mas era para crescer no Mar. Parece-me que os vegetais este ano vieram para ficar, a cada ano que passa está pior e é uma situação que me preocupa bastante, pois já perdi a conta das jornadas que cancelei por causa das algas…

As marés aqui pela Ria Formosa vão a bom ritmo, neste aspecto não me posso queixar, de uma maneira ou de outra vou arranjando sempre um mariscote para o “petisco” (lingueirões)

Berbigão

Santola

E é claro que um gajo também tem de comer alguma coisa, atão 😆

Uma cebolada de lingueirão à Lobo, até vocês choravam se provassem isto 😂

Bom pessoal por hoje é tudo, já deu para entreter e reavivar como se mexia aqui nas funcionalidades do blogue. Esta vai ser uma temporada ainda mais curta do que as anteriores, pois o Outono/Inverno por aqui cada vez são mais curtos e a Primavera/Verão são cada vez mais longos infelizmente…

Portem-se bem e até breve, força aí…