sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Menina de bandelete amarela

Boas pessoal!
Num dia que o mar dava uma pequena quebra tinha programado fazer uma pescasita no aceio da manhã num laredo da Costa Norte, a técnica utilizada seria uma pesca ao reboliço já que as condições não permitiam pescar com amostras, o objectivo seria algum Robalo que andasse por lá ao nascer do dia ou então um Sargalhão daqueles kileiros que volta e meia andam por ali.
O pesqueiro trata-se de um substracto rochoso e onde se perde material com alguma frequência, no entanto é um pesqueiro de que eu gosto muito porque raramente se vê por lá alguém e dá para fazer a maré capturando alguns percebes e burriés para o petisco.


Tal como tinha previsto o mar tinha um toque a puxar para o forte e tive de usar chumbadas um pouco mais pesadas para que aquentassem mais tempo onde eu queria, o objectivo era fazer uma pescasita rápida enquanto tinha alguma água no pesqueiro e depois tentar chegar a uma fenda que eu conheço para apanhar uns percebes.
Os Robalos não estavam lá e pelos vistos os Sargos também não, no entanto apareceu uma linda menina de bandelete amarela que até se mostrar me deixou um pouco intrigado e a pensar que peixe seria aquele que eu tinha ferrado, pois não estava à espera de capturar uma Dourada neste dia hahahahaha…
Penso que pesquei mais uns quarenta minutos talvez e dei por terminada esta investida uma vez que comecei a ficar sem agua no pesqueiro, eram horas de ir a uma fenda apanhar uns percebes para o petisco. O vento era de sudoeste e começava a aumentar trazendo consigo algumas nuvens…


Pescador a meter o cesto para tirar um belo dum barrote


Ainda deu para enfeitar uma travessa para o petisco


Da próxima são vocês que vão para a travessa ;)


Aproveito para dar os “parabéns” a quem tem feito este tipo de acções ao longo dos anos, pois conseguiram fazer com que o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e Florestas) juntamente com autarquias e o programa Pólis tomassem algumas medidas, entre elas bloquear o caminho a viaturas a alguns pesqueiros. Um dia destes fui abordado por uma equipa do (ICNF) e tive um bom bocado à conversa com estes Srs. que me disseram que isto é só um começo, pois têm recebido inúmeras queixas e fotos como esta tiradas por turistas caminhantes da Rota Vicentina.
Na minha opinião penso que as autarquias também podiam pôr mãos à obra e fazer alguma coisa para minimizar os estragos ao invés de tomar medidas radicais e por uns pagam os outros.
 Falésias que outrora eram apenas frequentadas por pescadores lúdicos são agora também palco de caminhadas e de lazer para os amantes da Natureza que vêm dos quatro cantos do mundo para usufruir deste paraíso e quando chegam cá deparam-se com estes amontoados de lixo deixado pelos pescadores ao longo da Costa Vicentina. Acho que a maior parte dos responsáveis por estes actos desconhecem o poder, os interesses e os milhões de euros que o turismo esconde. Por isso, pensem bem no que andam por aí a fazer ou então um dia destes a Costa Vicentina será apenas para os estrangeiros tirarem selfies e fotos ao pôr-do-sol, depois não digam que ninguém os avisou…
Abraço e força aí pessoal.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Noite fria, ou gelada!!

“Spinning”
Boas amigos!
Este episódio passou-se recentemente numa noite que eu nem sei descrever se era fria ou se estava gelada…
A aproximação ao pesqueiro fez-se ainda de dia e depois de o analisar decidi que era mesmo por ali que ia ficar.  À medida que o dia ia escurecendo a temperatura ia caindo e com a rosa-dos-ventos a indicar ventos de Norte/Nordeste avizinhava-se uma noite um pouco desagradável.


Depois de papar alguma coisa para confortar o estômago e beber um café quente dei inicio à pesca, tinha uma vasta área para lançar e sem pescadores à vista tinha o território todo por minha conta, depois de algum tempo sem sentir nada e com o frio a gelar-me as mãos refundi-me atrás de umas pedras para me abrigar um pouco do vento gelado e aproveitei para curtir o isolamento e o sossego que estas noites de pesca me proporcionam…


Era tempo de voltar à luta e fazer mais uns lançamentos até os dedos aguentarem o frio, volta e meia trocava de amostra e num desses lançamentos com a amostra a meio do seu percurso foi quando senti alguma coisa a roçar na mesma ao que efectuo uma ferragem forte e cravei-lhe a última fateixa nos queixos, brincadeira para aqui e brincadeira para ali peixe cá fora. Bom o objectivo estava cumprido, sentir um peixe na ponta da linha e trazê-lo para casa…


Ainda andei por ali mais algum tempo a insistir e depois de ter feito algumas ameaças de que me ia embora lá ganhei coragem e abandonei a pesca, as mãos estava congeladas e a vontade já não era muita…
Saúde e força aí pessoal.


Material utilizado
Cana:  Crafty Sea Bass CRB4 3m
Carreto:  Cinnetic Cautiva 4500
Linhas: multi 0,18 com chicote 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificiais: Jerkbaits


Um chapim encolhido indicava a chegada de tempo frio


Nesta noite consegui bater um novo recorde que dificilmente será batido por alguém, foi um peixe que deu uma luta dos diabos, o meu receio era que o multi rebentasse mas no final tudo acabou bem... hahahhahaha  se fosse um dos grandes certamente teria desferrado…

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mais uma oportunidade


“Spinning”
Boas caros amigos, leitores e seguidores.
O defeso Natural que a Mãe Natureza estabeleceu para a Costa Norte (Ocidental) fez um pequeno intervalo e lá deixou o pessoal molhar as botas por duas ou três vezes desde que começou o ano, agora voltou tudo ao normal e vá de mares grandes e com bastante força sabe-se lá até quando, sendo esta a altura da desova para algumas espécies temos de pensar no lado positivo que este inconveniente trará para o futuro, afinal a Mãe Natureza encarrega-se de fazer o seu trabalho…


Na semana passada e com o mar a deixar pescar durante algumas horas fiz-me a ele e procurei um spot para fazer mais uma investida ao spinning. Depois de selecionar o local onde iria atacar durante a noite quando a maré estivesse de feição aproveitei para dar um passeio e contemplar a Natureza.



Em dias assim até há tempo para fazer umas pequenas brincadeiras


Para aconchegar o estômago nesta noite levei um resto de “carne de porco à alentejana” com uma boa pinga, antes de ir à luta e com a barriga a dar horas aqueci-a no petromax, soube me pela vida…


Já à pesca apostei em dois pequenos fundões recheados de pedra que tinha marcado ainda de dia, ficavam separados algumas dezenas de metros por uma língua de areia, a troca de fundão e de amostras sucediam-se à medida que o tempo ia passando na esperança que entrasse algum Robalo no pesqueiro. E assim foi, a certa altura entraram pelo menos três peixes no mesmo fundão, consegui tirar dois robalotes e ainda tive um terceiro que desferrou e que me pareceu ser da mesma bitola destes dois…
Não são exemplares de sonho mas o objectivo foi concretizado, deu para sentir peixe e trazer uma boa janta cá para casa.


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea bass 2,70m 
Carreto:  Cinnetic Cautiva 4500
Linhas: multi 0,18 com chicote 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificiais: Jerkbaits



Agora resta esperar que o mar na Costa Norte dê uma quebra e deixe pescar novamente, mas o melhor será esperar sentado porque não se vê a luz ao fundo do túnel e a ultima palavra cabe sempre……………….................................................... “ao Mar da Costa Vicentina”
Saúde e força aí pessoal


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Tarde de Surfcasting


“Surfcasting”
Boas amigos!
Como o próprio título indica esta foi uma tarde de surfcasting, estive por ali umas horinhas à pesca e ainda deu para trazer uns pexecos para o jantar…
Tinha ali umas iscas para gastar e juntei mais uma dose que tirei da arca, aproveitei e fui passar a tarde aqui perto de casa. O mar estava fraco o que não me surpreendeu nada, pois isto é 8 na costa Sul e 80 na costa Norte, comecei a pescar e por incrível que pareça a ruama era pouca, para começar é bom sinal. 


Passado algum tempo chegou um vizinho que se meteu ao meu lado e sempre com atenção a qualquer movimento que eu fazia, se eu puxava uma cana ele olhava, se eu lançava ele olhava, se eu iscava ele olhava, bom já estava passado com o raio velho “mas este gajo vem praqui ver o que eu ando a fazer ou vem à pesca” e passou a tarde naquilo e sem tirar um único peixe, pelo menos que eu visse.


O tempo foi passando e no meio daquilo tudo tirei oito peixes dos quais aproveitei cinco já bonzinhos para fazer uma refeição ca em casa…
Com o dia a chegar ao fim e a maré quase vazia dei por terminada esta investida.
Abraço e força aí pessoal.


Material utilizado
Canas:  Cinnetic Cyclone Black 4,25
    Cinnetic Sky Line 4,25
Carretos:  Cinnetic Cayman Black Evolution 7000
Linhas:  Skyline da Cinnetic