terça-feira, 16 de abril de 2019

Coelhinho da Páscoa

“Spinning”
Boas pessoal!
O mar um dia destes deu uma quebra e eu não queria desperdiçá-la, a porra é que coincidia com o fim-de-semana que são os dias que metem mais gente na pesca, uma vez que grande parte dos pescadores andam em sangue para apanhar douradas lembrei-me que todos os bons cantinhos de areia deveriam estar ocupados neste dia por pescadores de surfcasting, como não sou adepto de pescar às douradas nesta altura do ano resolvi debruçar-me sobre o spinning e pensar em algum spot que desse para lançar umas amostras tranquilo sem ninguém me chatear.


Decidi então ir espreitar uma zona que ainda não tinha pescado lá esta temporada, zona de laredos e muita pedra, logo não frequentada por pescadores de surfcasting, quando cheguei estive ali uns minutos a olhar para as condições do pesqueiro e não gostei do que os meus olhos viam, pensei então que o melhor seria não me acomodar a este spot e procurar um que apresentasse melhores condições. Andei umas centenas de metros e lá estava o pesqueiro seguinte, este sim; fazia uma pequena coroa de areia por fora e tinha feição de entrar ali algum peixe comprido.


A beleza incomparável destes pesqueiros.

Desci o laredo ao final do dia auxiliado por alguns cabos já instalados por mariscadores que frequentam a zona, montei a cana e andei por ali a “pentear” o mar com várias amostras a ver se dava com algum Robalo jeitoso, só pensava na coroa que tinha visto lá de cima e no bom aspecto que o spot tinha para entrar ali pelo menos um peixe que fosse.
Os minutos passaram e as horas também, chegou a uma certa altura que prometi fazer apenas mais meia dúzia de lançamentos e parar a pesca.
 Assim foi, mas a jornada não acabava ali, pois tinha em mente que por volta das 2h da manhã iria tentar a sorte novamente.


Cheguei à carrinha e fui tratar do reforço, umas lulas recheadas que aqueci e fizeram companhia a um pão mole com três dias que tinha “práli” um gajo tem de comer alguma coisa 😋


Como gosto de ser pontual às 2h da manhã lá foi o desgraçado (eu) novamente laredo abaixo a ver se entretanto tinha encostado por ali algum Robalo. Começou o ritual do joga e puxa, joga e puxa; não havia sinal de peixe mas estava a gostar, o mar trabalhava a jeito e estava a pescar bem apesar de algum limo que volta e meia se agarrava à amostra, sentia-me bem e até parecia que o ar da maresia me entrava pelas narinas e percorria-me o corpo da cabeça aos pés, há muito que não sentia esta sensação que só nós pescadores sabemos o que é…

Deviam ser para aí umas 4h da manhã e a maré já devia estar quase vazia, a certa altura pensava eu em sei lá o quê, quando sou surpreendido por aquele violento porradão que quase me arrancava a cana das mãos, instintivamente fiz uma ferragem forte e firme, desde o primeiro instante percebi que tinha lá um belo peixe comprido, era um peixe já pesadote e forte, o velhaco estava bruto mas fiz questão de lhe mostrar que quem mandava hoje era eu, sentia-me bem e até me estava nas tintas se perdesse este peixe, ele ainda me pediu linha mas eu não lha dei, a linha é minha e não te a dou pensei eu, a Crafty Sea Bass CRB4 sempre dobrada portou-se à altura e aos poucos fui recuperando este Robalo que depois de algum tempo acabou por se render e veio rastejar até aos meus pés, já encalhado entre pedras meti-lhe o grip, levantei-o no ar e pensei em voz alta; eu sabia que isto hoje ia acabar assim (hahahahahah mentira; não sabia nada hahhahaha) só que estava tão relaxado neste dia que acho que sair dali com um bom peixe seria normal, como se saísse dali com um chibo também seria normal, deve ter sido do vinho hahhahahaha…

Por vezes a chave para o sucesso destas jornadas de pesca está na paciência e insistência que aliadas às boas condições do pesqueiro terminam com excelentes capturas, como foi o caso neste dia.

Agora já na Primavera é que estou a conseguir apanhar uns bons peixes, das três uma; ou estou com sorte, ou estou a ser recompensado por tanta dedicação ou então eles andem mesmo aí…


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea Bass CRB4 3m   
Carreto:  Cinnetic Cautiva Devil4500
Linhas: multi  RAYBRAID 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial: Crafty Minnow 150F (cor: Amber coral)

P.S. (Amber coral) mais uma cor da linha Crafty 150F que me inspirou bastante desde o primeiro instante em que a vi, infelizmente não a tenho metido tantas vezes como gostaria porque as oportunidades também têm sido poucas.


A seguir à perda de um grande exemplar este é o pior momento nas minhas jornadas de pesca por estas bandas, quando acordo para a realidade e tenho de voltar para casa, até dói  😐


Ainda houve tempo para retribuir à Mãe Natureza estes momentos tão bem passados, alguns minutos chegaram para fazer esta apanha.

Pessoal, por hoje é tudo, desejo uma boa Páscoa a todos aqueles que me estimam e me seguem e que perdem um pouco do vosso tempo para ler estas minhas histórias/aventuras 😉
Saúde da boa e força aí…

quarta-feira, 10 de abril de 2019

A Voz do Vento

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Quando a meteorologia anuncia dias instáveis como foram os últimos, os pescadores que vivem na Costa Ocidental aproveitam para limpar e fazer manutenção do material, já os que vivem na Costa Sul, aqueles mais afoitos aproveitam para procurar um spot propício a sair uns peixes, nem sempre corre bem porque ele há zonas em que o mar é muito e outras em que o mar é pouco, tal como o vento anunciado que nem sempre bate certo com as previsões. Mas como em casa não se apanha nada o melhor mesmo é ter tudo preparado para arrancar a qualquer momento ou a qualquer hora do dia ou da noite.


O vento dizia-me para ir e ao mesmo tempo a chuva dizia-me para não sair de casa, como a chuva tinha ar de tímida resolvi dar ouvidos ao vento, estava um dia daqueles mesmo bom para passar a tarde a ver filmes de cowboys no youtube 😊 mas isso era opção que podia ficar para o dia seguinte que esse sim, ia estar mesmo de chuva…


Estava um dia lindo e quase perfeito se não fosse raio do vento, pois estava bastante forte e com umas rajadas fortíssimas, se repararem bem até tive de posicionar a cana a favor do vento para que não lhe pegasse tanto a modo de a fazer cair. No entanto, ele (o vento) era o responsável por esta instabilidade toda que se fazia sentir neste dia e que poderia proporcionar algumas capturas, isto é assim; não se pode ter tudo. Neste dia optei por pescar apenas com uma cana, pois a fé não era nenhuma e até me soube bem pescar assim, mais descontraído. Ainda choveu qualquer coisa mas nada de mais, por fim até apareceu o sol a dizer boa tarde.


Foi uma pesca feita em condições muito difíceis e desagradáveis derivado ao vento forte que se fez sentir ao longo de toda a jornada, foram saindo uns peixes e deu para entreter durante umas horas, o estranho neste dia é que não havia miudeza alguma, nesse aspecto foi um descanso.


Não regressei a casa de geleira cheia mas vim com a sensação de missão cumprida, ao menos não fiquei na dúvida se devia ter ido ou não e ainda trouxe uns pexecos para o almoço do dia seguinte.


Material utilizado
Canas:  Cinnetic
Carretos:  Cinnetic
Linhas:  SkyLine 0,18 nos carretos, chicotes Cinnetic e MIMETIC  0,31 nos estralhos
Anzois:  Hayabusa


Como diz o velho ditado, pássaro do mar em terra sinal de vendaval no mar, ou então cheirou-lhe a alguma coisa 😂


Nas marés boas gosto sempre de apanhar um mariscote aqui na Ria 😉


Quando sobra peixe de um dia para o outro faço uma tomatada com alho, cebola e coentros e deito a ferver por cima do peixe, espero dois ou três minutos e está pronto a dar ao dente, um gajo tem de comer alguma coisa 😋

Pessoal por hoje é tudo, divirtam-se na pesca com ou sem peixe e já sabem, nada de lixo nos pesqueiros nem nas praias…
Saúde e força aí.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Robalo com Crafty Minnow 150F

“Spinning”
Boas pessoal!
Não sou moço de ficar à espera daquela informação (de que saiu peixe aqui ou ali), primeiro porque não gosto de fazer perguntas desse tipo a ninguém, depois não sei se são informações válidas e mesmo que o sejam, o peixe que os outros apanharam eu já não o vou apanhar e arrisco-me a ficar com as sobras (Ai só agora é que chegas!!! Atão agora comes as cascas como dizia o meu avô).


Os meus Robalos este ano têm saído onde e quando eu menos esperava, por vezes há que mudar de spots e é o que eu tenho feito.
Desci o laredo ainda com alguma luminosidade e constatei que as pedras foram “polvilhadas” com alguma areia nos últimos dias, a maré tinha pouca água e o vento dificultava bastante os lançamentos, para começar sabia que não ia ter uma tarefa nada fácil, o mar também tinha um toque mas volta e meia dava umas “chanadas” e deixava fazer uns lançamentos, depois de algumas tentativas com os jerks mudei para um vinil de 40g, lançava bem melhor mas foi sol de pouca dura, pois como eu já esperava e apesar de muita atenção e cuidado redobrado acabou por ser engolido pelas pedras, depois de fazer um novo terminal voltei aos jerks e meti uma Crafty 150F da Cinnetic, os lançamentos com o vento de frente saíam curtos e numa média de cinco tentativas talvez apenas duas jogavam bem e chegavam onde eu queria.


Para começar fisguei um robalinho pouco maior do que a amostra (áh valente com esse tamanhito e essa determinação toda espero que um dia dês uma grande alegria a quem te mereça) peixinho devolvido e continuei no meu ritual de lançar aqui e ali sempre nas calmas.

A certa altura enquanto recuperava a amostra parou de repente e por momentos pensei que fosse o raio da mesma pedra que me tinha papado o vinil, mas não; quando dei por mim já o Robalo estava cravado na Crafty e cabeceava para tentar libertar-se, senti que era um peixe já bonzinho, pelo menos dava-me essa ideia de que era um peixe maior do que os últimos que apanhei.

Depois do peixe cobrado e guardado no ceirão voltei à carga, aquela ansiedade de lançar novamente tomou conta de mim e só depois me lembrei (tão mas o que é que eu estou a fazer, já apanhei o cardume todo, agora chapéu)  😊
E foi mesmo isso, o tal cardume de um já estava todo no ceirão, como ainda era cedo e tinha tempo resolvi pescar mais uma horinha até a maré meter uma certa quota de água no pesqueiro e dar então por terminada esta jornada.

Uma coisa que me agradou bastante nesta captura foi o facto de ter sido com esta amostra, tem uma cor em que eu depositava muita esperança, a Crafty Minnow 150F (cor nº6, bloody minnow)


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea Bass CRB4 3m
Carreto:  Cinnetic Cautiva Devil 4500
Linhas: multi  RayBraid 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial: Crafty Minnow 150F (cor nº6, bloody minnow)


Bem, depois daquilo tudo estava na hora de confortar o estômago com uma comida quente e um copo de vinho, o prato do dia foi uma jardineira que me soube mesmo bem para acabar a pesca. Um gajo tem de comer alguma coisa 😉


Durante o dia houve tempo para passear e relaxar ao som de cotovias e trigueirões que habitam estes campos. Com ou sem peixe, momentos destes já me valem as idas à pesca…


Ainda houve tempo e vontade de fazer uma boa apanha do que os outros deixam espalhado por aí, o lixo não acaba, é como as pessoas ruins, cada vez há mais…

Bom, parece que temos por aí alguma chuva que bastante falta faz, mas palpita-me que aqui no sul a água seja pouca, no entanto toda ela é bem-vinda tanto para a terra como para o mar e mais vale tarde que nunca.
Saúde e força aí pessoal.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Trilema

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Se há dias atrás andei com um dilema para me decidir o que fazer em relação à pesca, muito recentemente tive outra situação idêntica, tinha três hipóteses em cima da mesa para aquele dia, ou seja; estava perante um “Trilema” 😊 podia fazer surfcasting em duas zonas completamente distintas, ou fazia spinning em outro local, apetecia-me fazer surfcasting e ao mesmo tempo queria manter-me firme à ideia de não gastar dinheiro em isco nas lojas de pesca, então como tinha ali umas iscas velhas na arca, lembrei-me que podia gastar algum daquele isco, ou seja; pescava e não gastava “carcanhol” em isco, ainda por mais a fé também não era muita. Para além disso tinha em mente fazer uma visita relâmpago ao faval antes que fosse tarde de mais  😉 


Depois de escolher o spot que eu tinha visto uns dias antes, que até está bastante desareado mas com bom aspecto, fui descendo o aceiro ao final da tarde e logo me apercebi que tentar a sorte do lado direito do spot era o mesmo que caminhar para (E=Este) à procura do pôr-do-sol. Assim que cheguei lá em baixo montei as canas e estudei como aquilo estava para que assim que se fizesse noite ter noção de onde punha os pés.


Nas minhas últimas jornadas o nrº de capturas tem sido fraco, até um gajo começa a pensar “Mas onde é que andam os peixes, parece que receberam ordem de recolher obrigatório”. Penso que fazem falta umas boas chuvadas para levar águas novas cheias de nutrientes a purificar o mar a ver se isto melhora…

Foi preciso esperar umas horas até aparecer o único protagonista da jornada, nada de anormal, pois quase sempre o resultado é de apenas um ou dois exemplares.
Foi uma captura que nada de especial tem a contar, mas depois disso dei por mim a ter um pensamento de que quando me apercebi não gostei nada (Reclamava eu que ultimamente as capturas não passam da bitola de kilo e tal ou 2kg no máximo) e reclamava sem razão, pois se não apanhasse nada era bem pior, quantos pescadores queriam apanhar hoje um peixe destes e que seria certamente um recorde para muitos…


Material utilizado
Canas:  Cinnetic
Carretos:  Cinnetic
Linhas:  SkyLine 0,24 nos carretos, chicotes Cinnetic e SkyLine 0,40 nos estralhos
Anzois:  Hayabusa



Bom mas depois da pesca e pela calada da noite quando me vim embora fiz uma paragem para apanhar umas favinhas para acompanhar com o peixe 😂
Por acaso depois até não foram para acompanhar este peixe, mas fizeram umas belas favas à Lobo hahahhahaha… Confesso que esta não foi ideia minha, quem me ensinou esta maneira de fazer/comer favas foi o amigo João Santana, é simples: fazem as favas normalmente e no final metem os ovos, como se fosse ervilhas com ovos, experimentem e vão ver, não se esqueçam daquele copo de vinho a acompanhar 😏 um gajo tem de comer alguma coisa hahahaha…


Gosto de me cruzar com estes cenários quando ando na pesca ou simplesmente a espreitar pesqueiros e a passear…




Este podia ser um cenário lindo à beira mar se não tivesse tão mal tratado por pescadores lúdicos, quem faz isto são pessoas sem qualquer afecto pelo mar, pela Natureza e pelo ambiente e gente desta para mim faz tanta falta como a fome…


Ainda consegui apanhar algum, não apanhei todo porque para isso teria de pôr em risco a minha integridade física.


Um dia destes o João Santana veio ao Algarve resolver uns assuntos e aproveitamos para meter a conversa em dia, petiscar no sítio do costume e mandar uns copos de vinho abaixo, um gajo tem de comer alguma coisa 😏


Pessoal por hoje é tudo, sejam conscientes na pesca, usem o mar mas não abusem dele.
Saúde e força aí…

terça-feira, 26 de março de 2019

Dilema

“Spinning”
Boas pessoal!
Esta foi mais uma simples jornada de spinning em que estava dividido, pois não sabia se havia de fazer um surfcasting ou um spinning, ou seja; estava perante um dilema, sinceramente estava mais virado para a primeira hipótese, mas depois de ter procurado isco e que até havia bastante porque as marés eram grandes, fiquei triste, desiludido e irritado  ao ver que hoje em dia para se pescar com alguns iscos de qualidade é quase preciso abrir os cordões à bolsa, pois pedem um dinheirão por qualquer que seja o isco e que não vale o dinheiro que pedem, o problema é que o pessoal que está carregado de “pastel” e tem a carteira gorda paga o que for preciso pelo isco e a maior parte das vezes vem de volta para casa e peixe nem o cheiro, enquanto houver malta a pagar sem olhar a preços isto nunca vai mudar. Atenção que eu sei muito bem o trabalho que dá a procurar e a apanhar isco, porque volta e meia também o vou apanhar, no entanto não é razão para pedirem o que pedem hoje em dia por certos iscos, depois queixam-se que há dias em que não entra ninguém na loja para comprar nada, pudera… 


Então neste dia optei pelo spinning e não me arrependo nada, pois o dinheiro que gastaria no isco deu para a comida que levei para mim e ainda sobrou para comprar duas garrafas de moscatel, por outro lado senti-me bem porque não me deixei enganar, mas confesso que foi por pouco…
Nesta foto de cima estava a fazer tempo enquanto apreciava um pôr-do-sol fantástico a partir de um dos meus esconderijos preferidos no meio da serra onde tenho por hábito descansar entre jornadas de pesca em spots diferentes, mas sempre perto do mar, com ou sem peixe esta noite ia ser comprida e trabalhosa 😉
Pois antes de ir para a pesca queria fazer uma visita a uma horta que eu conheço e por lá costumo passar, nesta altura do ano tem sempre um faval que chama por mim quando lá passo 😉


Depois de apanhar as favas de que precisava, sim só apanhei as que precisava para encher um tacho, também não se pode abusar porque o gajo que as semeou também tem direito a comer umas poucas  😉 e que Deus lhe dê muita saúde para continuar a semear todos os anos 😉 depois disso rumei ao spot que tinha em mente para lançar uns vinis, levei algumas amostras mas neste dia era spot de vinil e por isso levei a Cinnetic Crafty Sea bass 2,70m light game, gosto muito de usar esta cana com pequenos vinis porque consigo sentir melhor os seus movimentos e também os consigo trabalhar melhor com pequenos toques de ponteira.

Quando cheguei não havia viva alma por perto, mesmo como eu gosto e depois da cana montada comecei a lançar aqui e ali sempre concentrado no mais pequeno toque, tinha talvez uns quarenta minutos de pesca quando senti alguma coisa a agarrar no vinil e fiz uma ferragem rápida e forte, peixe a cabecear mas ao mesmo tempo parecia que estava meio dormente, rapidamente o meti cá fora e logo descobri o porquê daquela falta de energia por parte do peixe, pois tinha o vinil completamente dentro do “garganil” tal não era a fome, por vezes fico abismado quando isto acontece, é incrível como os Robalos conseguem detectar as vibrações do vinil no meio da escuridão e devorá-lo por meio de sucção. Com o peixe guardado na saca ainda andei por ali mais 2 horitas com algumas paragens pelo meio e nada de peixe, outro filho único que andava perdido, meti o ceirão às costas e lá vou eu para cima porque o estômago já roncava com fome…


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea bass 2,70m light game
Carreto:  Cinnetic Cautiva
Linhas: multi  RAYBRAID 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial: Vinil


Já na carrinha eram horas de dar ao dente, aqueci uns ovos com tomate e duas perninhas de frango que foram empurradas com dois copos de vinho, um gajo tem de comer alguma coisa 😉


Aqui as vi...


E aqui as comi 😋
Esta foto já foi tirada depois do almoço, pois a fomeca era tanta que quase me esquecia de deixar uma fotozinha para vocês, espero que gostem tanto como eu 😂


Momentos como este para mim já valem a ida à pesca.
Enquanto o sol se despedia, as Perdizes faziam chamamentos algures no mato...


Tranquilidade


Cores da Primavera


Parente próximo do chibo.
Este já dava um belo casaco 😊

Saúde e força aí pessoal.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Robalo com Bay Bandid 135 F

“Spinning”
Boas pessoal!
Esta foi mais uma jornada de spinning em harmonia com a Natureza, sinceramente não ia com fé nenhuma, mas como tinha saudades de andar por estas bandas resolvi ir a passeio e aproveitar para espreitar como estão alguns spots favoritos.


Andei por lá durante a noite mas não senti qualquer peixe e a ficar sem água no pesqueiro resolvi parar para descansar um par de horas e fazer o aceio da manhã num laredo de que eu gosto muito quando a maré já enchesse.
Foi uma jornada um bocado complicada porque o vento contra não deixava lançar bem as amostras. Aproveitei para experimentar alguns jerks para tentar perceber melhor como se comportam em termos de lançamento e natação, embora com vento contra nunca se saiba ao certo o que uma amostra lança…


Foi já mesmo quase a terminar a pesca que ferrei este Robalo num fundão com muita pedra, peixe energético que me levou o multi a uma rocha que estava ali pertinho e por momentos fez-me temer o pior, o RAYBRAID ficou muito mal tratado pela rocha mas aguentou, se fosse um peixe maior não sei se a coisa tinha terminado da mesma maneira. Depois daquilo e sem fé nenhuma, pois bem sabia eu que este era mais um filho único que andava perdido, resolvi tirar cerca de 3 metros do RAYBRAID e fazer um novo terminal para executar apenas mais cinco lançamentos e assim foi, depois disso tirei as fotos da praxe e fui para cima. Fiquei bastante contente com esta captura pelo facto de ter sido feita com uma amostra de uma cor em que deposito muita esperança (Bay Bandid 135 F) na cor: nº14 “Natural Herring”

Quando caminhava falésia acima pelo aceiro cruzei-me com um pescador de sargos, individuo na casa dos seus 60 anos, trocamos meia dúzia de palavras e cada um foi à sua vida, pareceu-me homem da terra habituado a estes laredos, pois descia com um andar fácil.


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea Bass CRB4 3m    
Carreto:  Cinnetic Cautiva Devil4500
Linhas: multi  RAYBRAID 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial responsável pela captura: Bay Bandid 135 F (cor: nº14 Natural Herring)


A seguir ao peixe o pequeno-almoço era o mais importante naquele momento, pois estava já com uma fomeca que não via nada atrás das costas.


Com o estômago já forrado fui a outro spot ver como aquilo estava, é aqui que eu me sinto bem nestes laredos esculpidos pelas chuvas e pelos ventos durante centenas ou até milhares de anos, vai-se lá saber, aqui os pensamentos desaparecem no horizonte e parece que um gajo purifica a alma.


Claro que já sabia o que ia encontrar lá em baixo e não vinha para cima de mãos a abanar, por isso levei logo dois sacos para encher.
Volta e meia vejo pessoas a apanhar lixo trazido pelo mar mas são os camones, tenho pena de não ver os nossos a fazer o mesmo, talvez se julguem muito importantes…


A Primavera por aqui já está em força e prova disso são as flores que marcam presença um pouco por todo lado enfeitando campos e falésias, os pássaros completam o cenário com os seus cantos melódicos.






As cegonhas também andam entretidas com os seus ninhos.

E por hoje é tudo pessoal, sejam conscientes em cada ida à pesca, pois a Natureza embora por vezes seja bruta mas também tem as suas fragilidades.
Saúde e força aí.