quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Spinningboard

“Spinning”
Boas pessoal!
Desta vez a jornada de spinning foi praticada de maneira diferente. A técnica consiste em pescar sentado em cima de uma prancha de Bodyboard adaptada e aproveitar a “boleia” da corrente para minimizar o esforço e assim percorrer umas boas centenas de metros ou kms se a praia o permitir.


Apelidei este tipo de pesca como “Spinningboard”, nunca vi ninguém pescar desta forma no entanto acredito que alguém já o tenha feito. Não foi a primeira vez que o fiz, mas foi a primeira vez que tive algum resultado, as capturas podem variar entre robalos e bailas.


Não é um tipo de pesca que dê mais capturas do que qualquer outro, talvez pelo contrário, ou pode ter os seus dias não sei… A essência aqui é o contacto com o mar e pescar de maneira diferente, fazer lançamentos em direcção à praia, nas laterais e em direcção ao mar, lançar para cá e para lá da rebentação nos fundões e cabeços de areia por onde vou passando levado pela corrente que também não pode ser demasiado forte tal como o mar que não convém ter mais de 1m, o problema mesmo é agarrar o peixe e tirar-lhe o artificial para o meter num saco de rede atado à prancha sentado em cima da mesma e sempre com um olho no mar, por isso os vinis são os mais apropriados, os Jerkbaits podem dificultar esta tarefa e a coisa até pode correr mal como todos nós sabemos…


Olha aí pessoal, como se costuma dizer, faz o que eu digo e não faças o que eu faço. Apesar de eu achar este tipo de pesca simples e fácil, penso que não dever ser praticado por qualquer um, o mar que se vê quando estamos no areal não é o mesmo que se sente quando estamos na zona de rebentação, eu faço-o à vontade porque pratiquei Bodyboard intensamente durante mais de vinte anos e tenho uma visão e percepção diferente do mar, sei onde e quando as ondas vão cair ou rebentar e estou familiarizado com a força do mar. Penso que este tipo de pesca não deve ser praticado por indivíduos que nunca tenham feito Bodyboard ou surf e que não estejam em boa forma física… O apelo foi feito, depois não digam que eu não avisei 😊


Os Robalos não apareceram mas as suas primas as bailas marcaram presença, poucas mas de bom tamanho, guardei três e devolvi uma pequenita.
Resultado: foram umas horas de pesca e actividade física bem passadas e relaxantes onde me diverti a brincar com estas bailas nervosas e irrequietas como é hábito nesta espécie. Ainda apanhei uma bela chuva, mas também molhado por molhado pouco importa e que tanta falta ela faz, pelo menos aqui no sul.
Mais tarde ao final do dia ainda fiz uns lançamentos até anoitecer a pescar de terra mas não senti qualquer sinal de peixe…


O RAYBRAID da Cinnetic tem sido o multifilamento que tenho usado desde há uns bons tempos para cá, um multi fino e resistente que desliza muito bem pelos passadores e com uma durabilidade bastante boa. Já tive situações de “trilhar” esta linha nas rochas e mesmo “ferida” não se rebenta para aí assim…


Material utilizado
Cana:  Cinnetic Crafty Sea Bass CRB4 3m   
Carreto:  Cinnetic Cautiva Devil 4500
Linhas: multi  RayBraid 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial responsável pela captura: vinil


Claro que depois daquele estrafego todo tinha de repor energias.
Batata-doce com mel e canela 😋
Um gajo tem de comer alguma coisa.


Por estas bandas também há lixo para apanhar e bastante, depois de tirar umas fotos às bailas ainda juntei ali algum lixo que estava mais perto, até um balde achei neste dia, enfim…
Pessoal por hoje é tudo, haja saúde e não deixem lixo nos locais de pesca, a Natureza agradece e eu também.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Um é Um, nenhum é Chibo...

“Spinning”
Boas pessoal (amigos, leitores e seguidores)
Esta foi uma jornada de spinning em que à última da hora decidi mudar de spot, porque um pescador profissional entendeu que ali era o sítio que ele queria largar as suas artes.
Decidi então ir mais para norte e apostar num laredo de difícil acesso que já lá tinha pescado mas nunca tirara um peixe comprido.


Fiz duas investidas, uma depois do jantar e outra no aceio da manhã. Foi na primeira investida que fiz esta captura, num pesqueiro de muita pedra e já quase sem água para pescar, um Robalo que após ter atacado a Crafty minnow 150F com umas boas cabeçadas rapidamente se rendeu às evidências e deu-se como vencido ali aos meus pés. Depois disso ainda insisti com mais uns lançamentos mas a amostra estava constantemente a prender nas pedras e resolvi ficar por ali. Regressei à carrinha para descansar umas horinhas e voltar à carga no aceio da manhã…


Se o mar está forte não deixa pescar e quando cai é isto um pouco por todo lado, enfim…


Material utilizado
Cana: Cinnetic Crafty Sea Bass CRB4 3m
Carreto:  Cinnetic Cautiva 4500
Linhas: multi  RayBraid 0,18 com terminal 0,40 Skyline da Cinnetic
Artificial responsável pela captura: Crafty Minnow 150F (cor nº3 -White chartreause)


Antes de ir lá para baixo tive de papar uma sopa de grão com batata doce e um pedaço de linguiça, um gajo tem de comer alguma coisa 😋


Já lá em baixo e passado um par de horas arranjei ali um buraco para me enfiar e tive de combater o frio que se fazia sentir com um 15 anos e uma torta de laranja, um gajo tem de comer alguma coisa 😋


Acreditem que só de pensar no frio que apanhei nas últimas vezes que fui à pesca quase que nem tinha vontade de programar esta ida e ainda por cima sabendo de antemão que nesta noite ia arrefecer bem…


Às 5:30 da manhã tocava o despertador e com o termómetro a marcar 0º vi o caso mal parado para sair do saco cama, tive de recorrer ao CD mágico para me levantar e ganhar pica para enfrentar o frio e ir lá baixo novamente tentar a sorte, há certas músicas que fazem milagres e num instantinho estava a pescar 😊


Os 0º que estavam faziam a água fumegar e os dedos já nem os sentia (Áhh queres pesca!!!! Atão toma lá pesca…) resultado: nem um kileiro para atenuar todo aquele sacrifício, parece mentira como é que não andava por aqui um Robalo com estas condições…


Antes de vir embora ainda tive tempo e força de vontade para apanhar algum lixo deixado pelos mariscadores, pois aquele laredo foi em tempos bastante utilizado por gente desta sem o mínimo respeito pela Natureza…


Tenho encontrado botas que devem ter sido abandonadas há mais de vinte ou trinta anos por mariscadores e apanhadores, certamente que alguns desses velhos já morreram, vendo bem gente dessa faz cá tanta falta como a fome…

Pessoal por hoje é tudo, ainda safei um peixe comprido e "um é um, nenhum é chibo" a época não vai de vento em poupa mas como já disse anteriormente cá estarei para contar como foi, o bom e o mau.
Saúde da boa e força aí…